Notícias do Mês de Maio

BBC Brasil – Universidades brasileiras buscam romper isolamento com cursos em inglês

30 de maio

Diversas iniciativas recentes vêm fazendo com que o Brasil se aproxime de um cenário acadêmico global. Bolsas de estudo no exterior do programa Ciência sem Fronteira e maior publicação de pesquisas em meios estrangeiros são algumas delas. Mas para que o país realmente consiga romper o isolamento internacional na área de educação, o caminho, segundo especialistas, não pode ser de mão única e é preciso também atrair estudantes para as instituições brasileiras. Com isso em mente, uma das principais estratégias de universidades, tanto públicas como particulares, vem sendo o oferecimento de cursos e disciplinas em inglês.

"O inglês é a língua franca também na educação, especialmente em áreas como administração, ciência e tecnologia, e também na comunicação entre colegas. É importante não só para atrair alunos estrangeiros, mas também para que o brasileiro aprimore o idioma e para integrar os estudantes daqui e os de fora", afirma Álvaro Bruno Cyrino, vice-diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresa (Ebape) da Fundação Getúlio Vargas, no Rio.

Cyrino é taxativo em relação aos que criticam aulas em inglês e as consideram uma perda de soberania. "Nesse sentido, o inglês é imperativo. Qual seria a outra opção? Esperanto? Latim? Só se for para falar sozinho."

O economista Naércio Menezes Filho, especialista em educação e professor do Insper e da FEA-USP, também vê um crescimento maior das aulas em inglês nas universidades particulares. "Nas públicas, ainda é preciso vencer uma estrutura burocrática e, especialmente nas federais, essa ideia é vista por alguns como uma forma de imperialismo", diz.

Demanda do exterior. Uma das universidades públicas que vem ultrapassando essa barreira é a Unesp, que acaba de criar um programa permanente em que 50 disciplinas da pós-graduação serão ministradas em inglês. "O nosso foco foi em quatro áreas em que a Unesp tem alta competência e reconhecimento internacional: ciências agrárias, energias alternativas, odontologia e literatura", explica o professor José Celso Freire Júnior, chefe da Assessoria de Relações Externas da Unesp.

Lançado em meados de maio, a iniciativa já recebeu a inscrição de dezenas de alunos estrangeiros. Ao menos 40 deles já tiveram suas matrículas confirmadas e desembarcam no Brasil em agosto, partindo de lugares distintos como o Estado americano de Nebraska e a Nigéria, na África (leia os depoimentos dos estudantes abaixo).

Dificuldade: Ciência sem Fronteiras tenta recuperar ensino de língua. Segundo Freire, a expectativa é de que o programa tenha um impacto positivo no processo de internacionalização da universidade, além de atender a uma forte demanda do exterior por vagas em faculdades brasileiras. "E esse projeto também deve criar um ambiente com culturas diferentes e mais internacionalizado", afirma o professor.

Iniciativas isoladas. Além da Unesp, há outras universidades brasileiras que incluem disciplinas em outro idioma como parte permanente de suas grades. Em São Paulo, a USP, por exemplo, tem aulas em inglês na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto e na unidade de Piracicaba (Esalq). Na pós-graduação da USP também há disciplinas em inglês, mas elas são ministradas de maneira esporádica, apenas quando há um grande número de alunos estrangeiros ou quando a disciplina é ministrada por um professor visitante estrangeiro. O mesmo ocorre na Unicamp, onde as iniciativas são isoladas, também vinculadas a fatores como a presença de um professor de outro país.

Entre as particulares, o Insper mantém o curso de Global Management Program, que é direcionado a executivos e tem aulas somente em inglês. Na FGV, há cursos na pós-graduação ministrados em inglês e realizados em parcerias com instituições internacionais. "Aqui (na unidade da EBAPE-FGV, no Rio), recebemos todos os anos cerca de 50 alunos brasileiros e até 60 estrangeiros", afirma Cyrino, acrescentando que a maioria vem da Europa, de países como França e Itália.

Cyrino afirma que essa vinda de alunos estrangeiros é um fenômeno recente, que se intensificou nos últimos dois ou três anos. "E o contato dos alunos daqui com colegas que têm outras origens é extremamente importante. Incentiva a multiculturalidade e provoca uma intensa troca de experiência", diz. "Essa internacionalização está virando padrão e um requisito para entrar no clube. É o futuro."

Outra vantagem citada por Menezes é o fato de que lidar com alunos estrangeiros muitas vezes obriga a faculdade a se atualizar e a oferecer novos currículos. Veja alguns depoimentos de futuros alunos estrangeiros da Unesp:

Ogidan Kayode Richard, nigeriano, 25 anos
Sempre foi meu sonho conhecer o Brasil. Vou para aí em janeiro do ano que vem, mas já estou bastante ansioso. Quero aprender muito no Brasil, e não só na faculdade. Também quero aproveitar a cultura brasileira e vou me esforçar para aprender o português. Minha decisão de ir para o Brasil também passa pelo fato de vocês estarem em um momento muito positivo, especialmente na questão econômica. Isso me incentivou muito a decidir estudar um semestre no Brasil. Sou formado em Bioquímica com ênfase em Biotecnologia na Universidade Federal de Tecnologia em Akure e, no Brasil, vou seguir nessa área. Espero usar a minha experiência obtida nessa temporada aí para abrir meus horizontes, colocar em perspectiva o que eu aprendi na faculdade e, principalmente, usar tudo isso para aperfeiçoar os níveis educacionais do meu país.

Melissa Lein, americana, 23 anos
Estou me formando em Ciências Forenses pela Universidade de Nebraska-Lincoln e embarco para o Brasil em agosto. No semestre que passarei em Jaboticabal (interior de São Paulo) vou estudar a disciplina de Desenvolvimento Profissional e Ética Científica. O principal motivo que me vez decidir ir para o Brasil é que meu orientador aqui, o professor Leon Highley, será um dos professores associados neste curso. Mas eu já havia visitado o Brasil há alguns anos e, desde então, vinha buscando uma oportunidade para voltar. Minha expectativa é poder aprender em um lugar fora da minha zona de conforto. Adoro a cultura daí e os brasileiros. Estou ansiosa para conhecer e fazer projetos com outros colegas brasileiros e também estudantes de outras partes do mundo. E quero aprender o máximo de português que eu conseguir. Minhas despesas no Brasil serão financiadas por uma bolsa de pesquisa que tenho da minha universidade.

Portal CsF – Embaixada do Brasil em Seul promove conferência de Ciência e Tecnologia com participação de bolsistas do CsF

29 de maio

A Embaixada do Brasil em Seul promoverá no próximo dia 03 a conferência “Korean Businesses-Brazilian Students Cooperation in Science & Technology”, a qual contará com a participação dos estudantes brasileiros que realizam mobilidade acadêmica na Coreia do Sul através do Programa Ciência sem Fronteiras.

O evento ocorrerá a partir das 14h30 no Grand Hall do KCCI Building (B2), na cidade de Seul, e é de grande relevância, pois contará com a participação de representantes das duas empresas sul-coreanas que são parceiras do CsF, como Hyundai e POSCO, que além da contribuição financeira ao Programa também têm ofertado oportunidades de estágio para os estudantes brasileiros.

Todos os esforços têm sido despendidos para o sucesso da implantação do Programa Ciência sem Fronteiras na Coreia do Sul, que neste semestre, através da própria Embaixada, ampliou sua rede de contatos com a oferta de estágios em empresas de diversas áreas e portes, como: Hyundai Motor Group, Hana Micron, Macrogen, Flowtech, Dohwa Engineering, KIER, Hugel Pharma, KITA, SKC, Hyosung, Humble, Futurerobot, Kirin Cosmetics, Sewon Chemical, Daeshin Hi-Sys, Shinan Nano Wellbeing, Dawon Engineering, KR Shipping, Chempia, IVI, HIC, Doosan Infracore, Shinjin Medics, Seloco, Mintech, Sinsane, OSCG, Carima, Daeryuk, Boram, Ilooda, e outras que venham a ingressar a lista deste semestre.

O evento contará ainda com a presença do Embaixador do Brasil em Seul, Edmundo Fujita, assessorado por Daniel Fink, da área de Ciência e Tecnologia da Embaixada, representante da Korea Chamber of Commerce & Industry – KCCI, representante do Ministry of Science, ICT and Future Planning da Coreia, representante do Ministério das Relações Exteriores para América Latina e Caribe da República da Coreia, representante do Grupo de Estudantes Brasileiros KOBRA, além de cerca de 50 executivos do mercado coreano.

Tal iniciativa propiciará oportunidades aos estudantes brasileiros de novas experiências educacionais e profissionais voltadas para a qualidade, o empreendedorismo, a competitividade e a inovação em áreas prioritárias e estratégicas para o Brasil, além da promoção da cooperação internacional na área de ciência, tecnologia e inovação.

Portal UOL – Ciência sem Fronteiras abre novas chamadas para intercâmbio

29 de maio

A partir do dia 4 de junho, os estudantes de graduação podem se inscrever para as novas chamadas do Ciência sem Fronteiras no exterior. Serão abertos os processos de seleção para vagas na Alemanha, Canadá, Estados Unidos e Hungria. A candidatura pode ser feita até 8 de julho no site do programa Ciência sem Fronteiras.

Para participar da seleção, o aluno deverá ter feito o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) após 2009 e ter nota igual ou superior a 600 pontos. Para concorrer à bolsa, o aluno também já deve ter concluído 20% do currículo previsto para seu curso.

Estudantes com trabalhos de iniciação científica e premiados em Olimpíadas de Matemática ou Ciências, Feiras Científicas e atividades semelhantes, têm preferência. Os bolsistas selecionados viajarão para o exterior em meados de 2014. Mais detalhes, no edital de chamada.

O Estado de São Paulo - Pela 3ª vez, USP é a melhor da América Latina

28 de maio

A Universidade de São Paulo (USP) foi eleita pela terceira vez consecutiva a melhor universidade da América Latina. A USP lidera o ranking desde 2011, quando foi criada a lista latino-americana pelo grupo Quacquarelli Symonds (QS) University Rankings - organização internacional de pesquisa educacional.

O ranking do grupo considerou os seguintes critérios: reputação acadêmica, reputação com empregadores, média de artigos por professor, citações por artigo, docentes com pós-doutorado e impacto na internet.

A lista ainda traz outras três universidades brasileiras entre as dez primeiras colocadas: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 3º lugar, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 8º; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 10°. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ficaram em 11º e 17º lugares, respectivamente.

Listas. No ranking mundial por disciplinas divulgado pelo grupo britânico no início do mês, a USP já tinha se destacado entre as instituições brasileiras, ficando entre as 50 melhores universidades do mundo em cinco áreas.

O ranking latino-americano lista, ao todo, 300 instituições de ensino: Brasil (81), México (50), Colômbia (42), Argentina (30), Chile (30), Peru (17), Equador (9), Venezuela (8), Cuba (5), Uruguai (4), Costa Rica (4), Paraguai (3), Panamá (5), Guatemala (3), República Dominicana (3), El Salvador (2) e Porto Rico (2).

Boletim da Embaixada do Brasil na França – Reforma universitária prevê facilitação de vistos para estudantes estrangeiros na França

28 de maio

O Ministério do Ensino Superior e Pesquisa da França anunciou medidas para fomentar a mobilidade acadêmica e conferir maior competitividade às instituições francesas. ,/p>

As medidas, que deverão ser votadas pelo Parlamento francês ainda no mês de maio, incluem: maior oferta de cursos universitários em inglês, ou em outro idioma estrangeiro; ampliação dos prazos de permanência e simplificação dos processos de renovação dos vistos de estudante, por meio da criação de um visto plurianual, relativo ao período de atividades de cada estudante, de dois anos para mestrado e de três para curso profissionalizante; aprimoramento, nas universidades, das unidades de atendimento aos estudantes estrangeiros, que deverão reunir assuntos pedagógicos, administrativos e práticos; extensão do prazo de permanência no país para jovens mestres e doutores, a fim de permitir o ingresso mais fácil no mercado de trabalho; aumento do número de moradias estudantis, por meio da criação de novos alojamentos, 13.000 em cooperação com governos regionais, e 1.800 pela ampliação de vagas existentes na Cidade Internacional Universitária de Paris (CIUP), principal instituição para acomodação de estudantes estrangeiros na capital francesa, responsável pela recepção anual de mais de 10.000 universitários em 40 imóveis.

A esse respeito, cabe recordar a existência da Fundação Casa do Brasil, residência universitária que o Governo brasileiro mantém na CIUP e que aloja muitos estudantes e pesquisadores brasileiros em estadas longas e curtas em Paris.

Boletim da Embaixada do Brasil na França – Está aberta chamada do Programa CAPES/Cofecub

28 de maio

Está aberta chamada do Programa CAPES/Cofecub, que tem por objetivo selecionar projetos conjuntos de pesquisa e parcerias para fomentar o intercâmbio entre instituições brasileiras e francesas. O Programa prevê, pelo lado brasileiro, a concessão de financiamentos de projeto e bolsas de estudos, em 2014, para doutorandos, pesquisadores e docentes brasileiros na França.

Principais benefícios:

  • Passagens aéreas para pesquisadores brasileiros em missão na França;
  • Bolsas de estudo para doutorandos e docentes brasileiros na França, nos termos das normas vigentes da CAPES;
  • Recursos de custeio para a equipe brasileira (valor máximo de R$ 10.000,00).

Consulte o edital aqui.

Mais informações neste link.

Boletim da Embaixada do Brasil na França – Bolsista do Ciência sem Fronteiras é premiado na França

28 de maio

A equipe do bolsista CsF Breno Coelho, estudante de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Viçosa, em estada acadêmica na Instituição de formação de engenheiros ECAM, em Lyon, na França, recebeu, no dia 11 de abril, em Paris, prêmio de gestão ambiental no âmbito da quarta edição do Desafio Verde TIC Campus, promovido pelas empresas SFR, GDF-Suez e pela Fundação Europeia por Ambientes Sustentáveis Fondaterra.

O concurso apresentou projetos de toda a França cujo objetivo era tornar as instituições de ensino superior francesas mais sustentáveis, através de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Mais de 40 equipes concorreram ao prêmio. O projeto do bolsista brasileiro busca melhorar a gestão de pontas de cigarro no campus universitário através da utilização de TIC. Propõe-se a aplicação de mecanismos que tornem possível captar a presença de fumantes e incentivá-los a jogar o filtro nos cinzeiros. Tenciona-se, deste modo, evitar o acúmulo de pontas de cigarro nas ruas e nas universidades, além de facilitar a coleta de lixo.

Portal CsF – Estudantes da UFPE entre os pioneiros na terra do Sol nascente

27 de maio

Estamos tentando fazer tudo o mais na linha possível para que as portas continuem abertas para outros estudantes brasileiros. Esse foi o espírito que norteou a estada de quatro bolsistas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no Japão. Cainã Ramos, Rafael Magalhães, Petrônio Mesquita e Vinícius Fernandes Felix, todos estudantes de Engenharia Mecânica, estiveram entre os primeiros estudantes contemplados por bolsas para Graduação Sanduíche na terra do sol nascente, mais precisamente na prestigiosa Universidade de Tóquio – ou TODAI, como é conhecida no Japão.

Os jovens brasileiros tiveram oportunidade de desenvolver pesquisas em modernos laboratórios da TODAI, nas áreas de Gestão dos Sistemas de Inovação e Materiais, sempre com ênfase em aplicações à Engenharia Naval. Debruçaram-se, em particular, sobre o comportamento (e possibilidade de ruptura) de dutos para transporte de fluidos (petróleo, gás, etc.) e sobre projeto de Floating Production Storage and Offloading (FPSO) da empresa japonesa Mitsui Ocean Development & Engineering Co., Ltd (MODEC), que tem atuação no Brasil.

Coroando a experiência, fizeram estágio de um mês no Setor de Design de Navios do principal estaleiro da Mitsubishi Heavy Industries, em Nagasaki, onde puderam ver de perto não apenas a aplicação dos conhecimentos de engenharia a análises estruturais de fadiga e ruptura, mas também a estratégia de marketing da empresa. A proximidade entre a universidade e as empresas, bem como a possibilidade de aproveitar do aprendizado na volta ao Brasil, com as oportunidades abertas pelo pré-sal, foram os pontos fortes do intercâmbio.

Tudo isso foi possível graças a uma já estabelecida cooperação entre o orientador dos jovens no Recife e o Professor Shuji Aihara, do Departamento de Sistemas de Inovação da Escola de Engenharia da TODAI, que, por sua vez, trabalha em estreita cooperação com a iniciativa privada japonesa. A parceria é promissora: Aihara ficou com uma ótima impressão e quer receber mais brasileiros. E, em novembro, o TODAI Forum levará pela primeira vez ao hemisfério sul as pesquisas mais modernas da Universidade: Santiago (Chile), dias 7 e 8, e São Paulo, dias 11 e 12.

Portal CsF – Bolsista do CsF vence prêmio Jovem Cientista Alltech

27 de maio

Bolsista do Programa Ciência Sem Fronteiras (CsF) é uma das vencedoras do Prêmio Alltech Young Scientist (Jovem Cientista Alltech) promovido pelo 29º Simpósio Internacional da Alltech, realizado no último dia 22, quarta-feira, em Lexington, nos Estados Unidos.

A ex-aluna da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Amanda Pesqueira, formada em Zootecnia em 2012, venceu na categoria “Alunos de graduação”, tendo concorrido com mais de oito mil inscritos.

Depois de um processo de avaliação iniciado no começo deste ano, a bolsista ficou entre os oito finalistas que foram convidados a viajar para Lexington, Kentucky, para apresentar os resultados de suas pesquisas perante um corpo de jurados formado por pesquisadores renomados.

Amanda, que atualmente é aluna de mestrado na University of Kentucky, nos Estados Unidos, apresentou o trabalho intitulado “Contractile Response of the Different Ergot Alkaloids in Bovine Cranial Branch of the Lateral Saphenous Vein In Vitro”. O estudo examina, em bovinos, as diferentes reações das toxinas produzidas pelo fungoNeotyphodium coenophialum, que infecta a pastagem de festuca, um tipo de gramínea que compõe pastagens.

O prêmio reúne pesquisadores de faculdades e universidades do mundo todo. Para concorrer às principais categorias, alunos de graduação e de pós-graduação devem apresentar um trabalho científico sobre um tema de agropecuária como, por exemplo, nutrição, fisiologia, ou metabolismo animal, biotecnologia, biologia molecular, entre outros.

Portal UOL – Escola do Futuro: feira tem mesas interativas, lousas digitais e telas 3D

24 de maio

Esqueça por alguns instantes o velho quadro de giz. Em poucos minutos caminhando pelos estandes da 20ª Educar Educador, realizada em São Paulo, é possível conhecer uma nova sala de aula: a lousa é digital e os tablets parecem indispensáveis. Os óculos 3D são usados para uma imersão no corpo humano durante a aula de biologia ou em uma "viagem" para conhecer a formação geológica da terra.

A feira começou na quarta (22) e vai até o sábado (25) no Centro de Exposições Imigrantes. Com o tema "Educação 3.0. A Escola do futuro chegou?", o evento tem palestras pedagógicas e reúne mais de 200 expositores nacionais e internacionais, que atuam em diversas áreas para melhorar o dia a dia de professores e alunos.

Principal produto apresentado durante a feira, as lousas digitais são encontradas de todos os tamanhos, diferentes disciplinas e recursos tão variados quanto a criatividade dos professores. Além dos quadros que possibilitam ao professor escrever, desenhar, usar fotos, vídeos e buscar informações na internet sobre o tema da aula, há outros lançamentos para o mercado da educação. São jogos matemáticos, kits para o estudo de ótica e equipamentos que simulam a geração de energia em uma hidrelétrica.

Até os microscópios ganharam tablets para facilitar a apresentação do material coletado para vários alunos. Com a tela acoplada, é possível medir, selecionar e gravar imagens captadas pelo microscópio. Para as escolas que não têm espaço físico suficiente, uma empresa oferece um laboratório virtual de física e química. Nele, a lousa digital promete simular o ambiente e as experiências de um laboratório real.

Os lançamentos parecem inovadores, mas o que faz sucesso mesmo é o estande dos livros. De um lado, um jogo educacional interativo atrai alguns expectadores, enquanto do outro, os professores e especialistas se amontoam para conhecer quais são os lançamentos editoriais.

Prática. A pesquisa TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) Educação 2012, divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil aponta que menos da metade dos professores de escolas públicas (44%) tiveram disciplinas na faculdade que estivessem voltadas ao uso do computador como ferramenta pedagógica.

"Nós ainda temos cursos de pedagogia que sequer mencionam tecnologia. A infraestrutura é importante, mas precisamos avançar na capacitação pedagógica para uso dessas tecnologias", disse Alexandre Barbosa, gerente do Cetic (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação).

Outro fator limitante para uso das tecnologias no processo de educação é a velocidade da internet. Embora ela esteja presente em 89% das escolas públicas urbanas, 26% delas têm conexão com velocidade de 1 megabyte a 2 megabytes, faixa mais comum. Também é alto o percentual de diretores (24%) que não souberam informar o tipo de conexão presente nas escolas. Nas particulares, a faixa de velocidade mais encontrada é igual ou superior a 8 megabytes.

Portal CsF – Documentário mostra experiência de bolsistas do CsF em universidades dos EUA

22 de maio

O documentário “Graduados”, produzido pela TV Cultura em parceria com o Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, foi exibido neste mês pela emissora e destaca relatos e experiências de estudantes brasileiros que tiveram oportunidades de bolsas pelo Programa Ciência sem Fronteiras (CsF). O primeiro episódio mostra o cotidiano desses bolsistas matriculados em universidades que lideram o ranking das melhores instituições superiores dos Estados Unidos como Harvard, Princeton, Brown, Yale, Juilliard School e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

A ideia é ressaltar do ponto de vista dos alunos seus sonhos, a vida no campus, a estranheza de um novo país, a saudade da família, a conquista de novos amigos, os estudos que nunca terminam e a riqueza da experiência acadêmica. O relato dos seis estudantes brasileiros desvenda a rotina acadêmica desses jovens que apostaram na aventura do conhecimento em busca da excelência do ensino.

O documentário, que é dividido em 3 episódios, ainda conta com depoimentos de professores e reitores das universidades norte-americanas destacando a importância dessa troca de conhecimento por meio do CsF e o ótimo momento em que o Brasil está inserido. Segundo eles, a experiência é muito rica para ambos os países e cada vez mais desejam a vinda de estudantes brasileiros para suas instituições.

Episódio 1:

Episódio 2:

Episódio 3:

Portal UNILA – Seleção de pesquisadores e professores estrangeiros atraiu 165 candidatos de 17 países

21 de maio

A UNILA divulgou, na última semana, o resultado do Programa de Intercâmbio de Talentos para a Integração Latino-Americana (PROUNILA), processo seletivo que escolheu 15 professores latino-americanos e caribenhos para atuarem, por curto período de tempo, ajudando a estruturar atividades de ensino e pesquisa na Universidade. A seleção contou com 165 candidatos de 17 países.

A América do Sul foi a região que contou com maior número de candidatos, 119 no total. Os países que mais tiveram inscritos foram a Argentina, com 60 inscritos, e a Colômbia com 30, totalizando 36% e 18% dos inscritos, respectivamente. O programa contou também com um grande número de candidatos cubanos (18) e mexicanos (14), além de representantes de países da América Central como Costa Rica, El Salvador e Porto Rico.

O edital prevê que os selecionados atuem na UNILA, durante um período de 15 dias, entre os meses de maio e agosto de 2013. Conforme o professor Marcos Xavier, membro da Comissão Especial de Seleção do PROUNILA e pró-reitor de Graduação, o cronograma de trabalho está sendo elaborado de forma conjunta entre os docentes, a Prograd e os coordenadores de curso.

“Serão 15 dias de trabalho intensivo, nos quais esses professores vão entrar em sala de aula para ministrar disciplinas de curta duração, além de organizar atividades especiais, voltadas para os alunos e a comunidade, como palestras, oficinas e debates em várias áreas do conhecimento”, explicou.

Além do contato com o corpo de estudantes da UNILA, a vinda dos professores estrangeiros visitantes também permitirá criar possibilidades de intercâmbio docente. Xavier destacou que um dos objetivos do PROUNILA é a “geração de redes de pesquisa, que irão garantir uma integração entre os professores da UNILA e os professores visitantes, mesmo após o fim de vigência do Programa”, disse. O pró-reitor acrescentou, ainda, que esse processo permitirá que a UNILA se torne mais conhecida entre pesquisadores e instituições de ensino latino-americanas, possibilitando futuros convênios e atividades conjuntas.

Seleção. Os 165 candidatos inscritos foram avaliados, pela Comissão Especial de Seleção do PROUNILA, a partir de critérios como experiência docente, adequação e qualidade da proposta acadêmica. As vagas ofertadas são nas áreas de Arquitetura, Ciências Biológicas, Ciências Econômicas, Ciência Política e Sociologia, Desenvolvimento Rural, Engenharia Civil de Infraestrutura, Engenharia de Energias Renováveis, Espanhol e Saúde Coletiva. O PROUNILA foi instituído a partir de convênio firmado entre a UNILA e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Ig Educação – Plataforma de cursos online de Harvard e MIT terá mais 15 universidades

21 de maio

O edX, plataforma lançada por Harvard e MIT para oferecer cursos de nível superior online e de graça, anunciou a adesão de mais 15 universidades de diversos países e chega agora a um total de 27 instituições participantes.

Entre os novos membros está a instituição sueca responsável por apontar o Nobel de Medicina, uma centenária japonesa e uma belga que vai ministrar cursos em inglês e em francês. “Ao continuar a expandir o xConsortium (no edX, todas as universidades ganham um ‘apelido’ acompanhado de X, assim como o consórcio que formaram) e oferecer cursos de instituições tão diversas quanto é nosso corpo de alunos, nós estamos caminhando para a nossa missão de reimaginar a educação”, disse Anant Agarwal, presidente do edX.

Os cursos das instituições recém incorporadas à plataforma começarão a ser ministrados já neste ano e todos terão o código aberto, conforme anunciou Agarwal em abril, quando esteve no Brasil. “Enquanto os Moocs são apenas voltados a oferecer cursos gratuitos, a visão do edX é muito mais ampla. O edX está construindo uma plataforma educacional aberta e uma rede que conta com algumas das universidades mais importantes do mundo para melhorar a educação no câmpus e fora dele”, afirmou a plataforma por ocasião do anúncio.

Das novas adesões, apenas o curso química da vida, ministrado pela Universidade de Kyoto, no Japão, teve seus detalhes divulgados. A lista completa com as novas universidades pode ser consultada em http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-05-21/plataforma-de-cursos-online-de-harvard-e-mit-tera-mais-15-universidades.html.

Portal CAPES – Estudantes do Ciência sem Fronteiras tiram 3º lugar em competição de Engenharia Civil nos EUA

21 de maio

Três estudantes brasileiros de engenharia civil do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) integraram a equipe da Catholic University of America (CAU) que tirou terceiro lugar na competição regional Canoa de Concreto. Os alunos Felipe Costa, Monique Wesz e Marilia Teixeira trabalharam junto com outros 15 estudantes na construção de uma canoa de concreto construída sem auxílio de qualquer metal ou madeira.

Durante seis meses os estudantes participaram do planejamento, confecção, pintura e documentação do projeto da canoa. Os três brasileiros foram responsáveis em fazer a mistura de concreto que fosse mais leve do que a água, mas que ainda assim fosse resistente o suficiente para uma competição a remo.

Além da performance na água, os juízes da competição levaram em consideração a estrutura, o conhecimento do time e a aparência da canoa. A universidade Fairmont State ficou com o primeiro lugar e a universidade West Virginia com o segundo.

Portal DCE - Bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras se destacam na Europa

21 de maio

Alunos brasileiros participantes do programa Ciência sem Fronteira continuam se destacando em todo o mundo. Na Europa, mais precisamente na Espanha e na Holanda, dois estudantes obtiveram sucesso em concursos ou competições e outra, bolsista em uma universidade de Madri, foi destaque em sua cidade natal por causa de sua história de superação.

O bolsista Jonathas Fonseca Marques, da Universidade Federal de Pernambuco, que estuda atualmente na Universidade Autônoma de Madri, acaba de ter projeto premiado no Concurso "Cuatro formas de estar", promovido pela Confederación de Empresarios de Valladolid, pela Cátedra de la Madera de Castilla-y-León e pela Asociación Juvenil ArquitectUVA. Participaram do certame alunos e recém-formados em Arquitetura e Desenho Industrial de toda a Espanha, individualmente ou por equipes. O projeto do bolsista brasileiro, intitulado "Horizonte invisible", foi um dos quatro premiados com a quantia de 600 euros.

A aluna Criscilla Barrozo, do curso de Engenharia de Sistemas de Telecomunicação na Universidade Católica San Antonio de Murcia (UCAM), conquistou a vaga de piloto do "UCAM Racing Team" durante competição que se realiza de 15 a 19 de maio em Roterdã, na Holanda. No certame, intitulado "Shell Eco Marathon 2013", a bolsista brasileira pilotará o carro solar "Sun Rider", desenvolvido por alunos da UCAM. Também participam do "UCAM Racing Team" outros 5 bolsistas brasileiros do CsF: Cecilia Ferraz, Camila Prado, Luiz Farias, Jefferson dos Santos y Matheus Fonseca. Mais informações sobre a competição na Holanda podem ser obtidas por meio da seguinte página web: www.shell.com/global/environment-society/ecomarathon/events/europe.html

Já a estudante Helenita de Jesus de Sousa, proveniente do curso de Licenciatura em Matemática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), foi destaque em matéria publicada em princípios de maio, em jornal de sua cidade natal, Valença (BA). A estudante baiana, com bolsa na Universidade Autônoma de Madri, foi destaque pela história de vida humilde no interior da Bahia, com trajetória de excelência que a fez obter bolsa do CsF.

Correio Braziliense – Ministro da educação pretende fortalecer a cooperação com países africanos

20 de maio

“Temos de sair de projetos pulverizados e passar a desenhar políticas estruturantes”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante reunião sobre o fortalecimento da cooperação Brasil–África com os ministros da Educação da Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe. O encontro foi realizado nesta segunda-feira, 20, na Costa do Sauipe, em Mata de São João, Bahia.

Mercadante apontou a educação como ponte estratégica entre Brasil e África. Segundo ele, somente por meio da educação um país pode garantir o desenvolvimento sustentável. “Precisamos aprofundar as relações e deixar um legado”, salientou.

Durante o encontro, no qual foram debatidos os desafios educacionais de cada país, o ministro brasileiro apresentou ações e programas do MEC. O governo brasileiro mantém em países africanos de língua portuguesa diversas ações de parceria nas áreas de educação superior, profissional e formação de professores, entre outros. “Vamos definir o que é prioritário. O MEC está disposto e pode ampliar o número de bolsas oferecidas aos alunos africanos”, afirmou Mercadante.

Durante o encontro, o ministro anunciou a criação de um centro de especialização tecnológica em Salvador. Inicialmente, o espaço receberia 200 alunos africanos por ano, em caráter experimental. O objetivo também será capacitar professores africanos para que eles voltem ao país de origem e possam reproduzir o conhecimento adquirido no Brasil. A oferta de cursos técnicos atenderia a demanda daqueles países.

Portal MEC – Universidade Aberta deve ser ampliada a partir de 2015 em Moçambique

20 de maio

Mata de São João (BA) – Acordo assinado na segunda-feira, 20, prevê a ampliação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em Moçambique. A partir de 2015, serão ofertadas mais 2 mil vagas nos cursos de ensino da matemática, da biologia, pedagogia e administração pública. O documento foi assinado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante reunião com líderes de países africanos de língua portuguesa.

A consolidação e expansão da UAB em Moçambique devem ocorrer em mais cinco províncias moçambicanas, além das três que já participam do programa. O acordo prevê que, até 2015, a UAB em Moçambique vai ajustar sua infraestrutura para poder expandir.

As atividades na UAB em Moçambique tiveram início em 2011. Atualmente, são 630 alunos e a primeira turma se forma no ano que vem. A UAB conta com a participação das universidades parceiras, como a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal de Goiás (UFG), além da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Folha de São Paulo – Intercâmbio no exterior amplia formação acadêmica

19 de maio

Enquanto dava aulas de inglês em um estágio na Rússia, o estudante de letras Vinicius Lopes, 24, encarou um frio de -40ºC, trocou o pão de queijo pela sopa de batata e comunicou-se por mímica durante três meses. Como ele, mais de 175 mil alunos brasileiros de graduação procuraram agências de intercâmbio para trabalhar ou estudar no exterior em 2012. Hoje, formado, Vinícius recomenda o sufoco aos amigos. De volta a Juiz de Fora, trouxe um modelo inédito de ensino intensivo e abriu sua própria escola de idiomas.

Só no ano passado, os intercâmbios movimentaram mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2 bilhões), segundo a Belta (associação de organizadores de viagens educacionais). Também dá para estudar fora sem ter de pagar ou depender dos pais. Todo ano, o governo federal abre seleção para bolsas no exterior.Para concorrer, é preciso ter boas notas na faculdade e se garantir no idioma. O valor mensal do auxílio varia conforme o país, mas pode chegar a R$ 2.592 --caso da Austrália.

Outro caminho são os convênios internacionais entre faculdades. Foi a escolha de Erick Candeleiro, 23, que estudou seis meses nos EUA e mais um ano na Alemanha. Aluno da ESPM, ele terá dois diplomas: relações internacionais, pela faculdade brasileira, e international business, por uma americana.

Já os intercâmbios para trabalho voluntário têm atividades ligadas à saúde e educação em ONGs e projetos sociais, de acordo com Leonardo Silveira, presidente da Aiesec, associação ligada a 200 universidades brasileiras.

Para o professor de relações internacionais Rodrigo Cintra, os alunos devem buscar o que não existe no Brasil. "Melhor que substituir matérias é aproveitar a viagem para ampliar a formação."

Estágio. Fazer um curso ou trabalhar em outro país torna o universitário mais "atraente" na hora de conseguir estágio. Mesmo não sendo critério de eliminação, o intercâmbio pode ser um diferencial em caso de empate.

Mas de nada adianta a experiência se o estudante não souber demonstrar o que aprendeu. "Queremos saber qual foi a bagagem que ele trouxe", diz Bruna Tokunaga Dias, gerente de orientação de carreira.

Segundo o analista de recrutamento Erick Sperduti, o intercâmbio de trabalho é o mais bem visto pelos empresários, pois o candidato "já sofreu com a pressão de uma empresa internacional".

Portal DCE - Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República lança concurso de teses de doutorado

16 de maio

A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República informa que estão abertas as inscrições para o IV Prêmio Marechal-do-Ar Casimiro Montenegro Filho, um concurso de teses de doutorado e artigos científicos que tem como finalidade estimular a produção de estudos e pesquisas voltados ao desenvolvimento científico e tecnológico estratégicos, principalmente nos setores Política e Indústria de Defesa, Aeroespacial, Nuclear e Cibernético.

Para mais informações, clique aqui.

Correio Braziliense – Pesquisadores brasileiros apresentam projetos inovadores em feira mundial

16 de maio

Arizona, EUA - De olho em uma oportunidade de estudar fora do país, a brasileira Isabela de Moraes, 17 anos, não esperou entrar na universidade para ingressar no mundo acadêmico. Enquanto ela pesquisava as propriedades da casca de ovo e da granola como alternativas para o tratamento dermatológico, outros jovens cientistas espalhados pelo mundo investigavam maneiras de tornar a vida mais simples e prática.

Os 1,7 mil pesquisadores pré-universitários que, como Isabela, se destacaram em 2012 com projetos científicos em feiras de ciências no mundo todo estão reunidos em Phoenix para expor seus trabalhos na Intel Isef 2013, a maior feira de ciências e engenharia desse segmento no mundo.

Isabela viajou mais de 6 mil quilômetros para conseguir apresentar os resultados de seu projeto. "Descobri que os componentes usados na indústria de cosméticos para produtos que combatem a acne estão presentes na granola e na casca de ovo. Se a aplicação em humanos for possível reduzir os custos desses produtos em até 90%", explica.

Ao lado de Isabela, uma equipe de Porto Rico apresenta resultados de uma pesquisa envolvendo alergias respiratórias. Alguns passos adiante, um estudante da Taiwan expõe o método que desenvolveu para testar o potencial medicinal das plantas. Além deles, jovens vindos dos mais de 70 países, regiões e territórios participantes, como Alemanha, Quênia, Malásia, Eslováquia, Rússia, Argentina e México.

O Brasil participa com a quinta maior delegação, atrás apenas dos Estados Unidos, Porto Rico, Canadá e China. São, no total, nove projetos credenciados pela Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec) de Porto Alegre (RS), nove pela Feira Brasileira de Ciência e Tecnologia (Febrace) e três licenciados pela Escola Americana de Campinas, de São Paulo, totalizando 21 projetos.

Variedade. A feira atrai universidades e instituições de ensino e pesquisa norte-americanas interessadas em desenvolver projetos de pesquisa inovadores e relevantes para o mundo científico. Neste ano, a Intel Isef vai premiar os melhores trabalhos com prêmios de somam o valor de US$ 4 milhões. São considerados projetos nas mais diversas áreas do conhecimento. Os mais de mil stands estão divididos em 17 categorias, como ciências biológicas, sociais, médicas e robótica.

De Pernambuco, Tulio Andrade, 17 anos, trouxe um estudo que busca melhorar o ensino e a prática da educação física nas escolas brasileiras. "Espero ajudar a desenvolver práticas de vida saudável por meio das aulas de educação física. É uma forma de criar nas crianças, desde muito cedo, a ideia de vida saudável", afirma.

As premiações começam a ser anunciadas na noite de hoje, com os projetos reconhecidos com menções honrosas. Amanhã, os jurados anunciarão os grandes ganhadores, com os prêmios mais importantes da feira. Túlio espera conquistar pelo menos um diploma de reconhecimento ainda hoje. "Se não ganhar nada, já terá valido à pena ter vindo. Não tive apoio de ninguém da escola de onde venho, me virei sozinho, e agora estou realizando meu sonho'', garante.

Portal UNILA – UNILA selecionará alunos brasileiros via SISU em 2014

16 de maio

Os estudantes que pretendem ingressar na UNILA em 2014 devem ficar atentos ao prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que vai até o dia 27 de maio. É com base no ENEM e por meio do Sistema de Seleção Unificada (SISU) que os estudantes brasileiros serão selecionados para os 16 cursos de graduação da UNILA.

Esta é a primeira vez em que a UNILA participará do SISU – anteriormente, realizava processo seletivo próprio. De acordo com o pró-reitor de Graduação da UNILA, Marcos Antônio de Moraes Xavier, “em função desta mudança, o processo seletivo que ocorreria na metade deste ano foi transferido para o final, ficando o calendário, assim, alinhado com o das demais universidades”.

Desta forma, será realizado um único processo seletivo, para ingresso no primeiro semestre de 2014. A data da seleção fica condicionada, portanto, ao calendário nacional do SISU. O pró-reitor ressaltou também que o edital estará totalmente alinhado à Lei 12.711/2012, que estabelece o sistema de cotas a ser adotado pelas universidades federais.

Alunos estrangeiros. Para os estudantes oriundos dos demais países latino-americanos – a quem são reservadas 50% das vagas da Universidade –, a seleção deverá ocorrer antes dos brasileiros, em função de garantir tempo hábil aos países participantes da seleção para o planejamento da vinda de seus estudantes.

As negociações com as autoridades de Educação dos demais países já foram realizadas e a UNILA trabalha para o lançamento do edital.

Portal DCE - Encontro de bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras é realizado na Itália

16 de maio

A Embaixada do Brasil na Itália promoveu encontros com bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras(CsF) em Milão e em Pádua, nos dias 8 e 9 de maio, respectivamente. A reunião contou com o apoio da Secretaria Técnica do CsF Itália, do Instituto Politécnico de Milão, da Universidade de Milão e da Universidade de Pádua.

Nos encontros, foram esclarecidas dúvidas sobre temas de interesse dos estudantes, como similaridades e diferenças entre os sistemas universitários brasileiro e italiano, reconhecimento dos créditos e questões imigratórias. Também foram colhidas sugestões para o aperfeiçoamento do programa, em vista do aumento da participação da Itália no CsF a partir do próximo semestre.

Encontro dos bolsistas de Milão

Encontro dos bolsistas de Pádua

Estadão – Comissão do Senado aprova regulamentação para validar diplomas médicos do exterior

15 de maio

A adoção de provas específicas para revalidar o diploma médico de profissionais que se formaram no exterior deu mais um passo em direção à regulamentação nesta quarta-feira, 15. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou relatório do senador Eduardo Amorim (PSC-SE) que trata do assunto.

Atualmente o exame para revalidar diplomas médicos expedidos por universidades estrangeiras, conhecido como Revalida, é regulamentado por uma portaria ministerial. Com a aprovação do projeto, o exame passaria as constar das normas legais do Brasil e teria como base a matriz de correspondência curricular definida pela União.

O projeto de lei prevê que poderão se candidatar ao exame “os portadores de diplomas de Medicina expedidos no exterior, em curso devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação ou órgão correspondente do país de conclusão do curso”. Antes de seguir para a Câmara, a matéria ainda será submetida apreciação das comissões de Relações Exteriores e de Educação.

A proposta de lei aprovada pela CAS prevê ainda que o exame para os médicos formados no exterior sejam adequados a partir dos princípios e das necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Também fica definido no relatório que o Revalida será implementado pela União, com a colaboração de universidades públicas e do Conselho Federal de Medicina.

Estadão – Universidades brasileiras tem destaque em ranking mundial

15 de maio

A Universidade de São Paulo (USP) ficou entre as 50 melhores universidades do mundo em cinco disciplinas na versão 2013 do ranking mundial de universidades por disciplinas divulgado na semana passada pelo grupo britânico Quacquarelli Symonds (QS).

O destaque foi para as áreas de Agricultura e Silvicultura (24.º lugar), Filosofia (41.º), Estatística e Pesquisa Operacional (41.º), Educação (45.º) e Comunicação e Mídia (48.º). Já a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficou na 19.ª posição em Agricultura e Silvicultura.

Dezenove universidades brasileiras ficaram entre as top 200 em pelo menos 30 disciplinas incluídas na pesquisa. No restante da América Latina, o Chile contou com oito instituições nos top 200, a Argentina teve cinco, o México quatro e a Colômbia duas.

"O sucesso do Brasil reflete uma evolução em seu perfil internacional e o impacto da pesquisa, impulsionados principalmente por um maior investimento em pesquisa e desenvolvimento", afirmou Bem Sowter, diretor de pesquisa da QS.

O ranking baseia-se em pesquisas com mais de 70 mil acadêmicos e empregadores, em citações de pesquisas e no novo medidor de impacto de pesquisas “H-Index”.

O ranking completo está em: http://www.topuniversities.com/university-rankings-articles/university-subject-rankings/qs-world-university-rankings-subject-.

Portal DCE - Jovens matriculados em escolas britânicas participam de concurso de redação em português

15 de maio

A Canning House, instituição dedicada à promoção cultural e educacional de assuntos íbero e latino-americanos no Reino Unido, realiza anualmente o concurso "Canning House essay competition".

Nesta competição, alunos de 17 a 19 anos que estejam matriculados em escolas ou universidades britânicas fazem redações em português ou espanhol, sobre um tema pré-determinado. Depois de serem julgados por profissionais de educação quanto à argumentação e ao conhecimento do idioma, três candidatos são selecionados e contemplados com um certificado e um prêmio em dinheiro, sendo 500 libras britânicas para o primeiro colocado, 200 para o segundo e 100 para o terceiro.

Na edição de 2013 do concurso, o tema abordado foi "Que contribuição especial a América Latina ou a Ibéria faz ao mundo moderno?". As redações vencedoras em português foram:

  1. "O que o mundo moderno pode aprender com o Brasil", de Isabel McSwan, da Universidade de Leeds.
  2. "O novo papel do Brasil na nova ordem mundial", de Jean Luz, da Battersea Park School.
  3. "O dinamismo dos povos latino-americanos", de Christopher Brown, da Eton College. Esta redação contou com destaque especial ao Rio de Janeiro.

A embaixada brasileira em Londres participou de forma efetiva no concurso, através da divulgação.

Portal Capes – Aluno do Ciência sem Fronteiras apresenta artigo na Conferência Britânica de Pesquisa em Graduação

13 de maio

Com o auxílio do programa Ciência sem Fronteiras o aluno brasileiro Guilherme de Souza apresentou o artigo "Critical comparison of theories put forward for moving business towards sustainable development" (Comparação crítica de teorias que buscam impulsionar empresas ao desenvolvimento sustentável) no Reino Unido.

Guilherme apresentou seu artigo durante a Conference of Undergraduate Research BCUR (Conferência Britânica de Pesquisa em Graduação) 2013, que ocorreu na Universidade de Plymouth. A Conferência Britânica de Pesquisa de Graduação promove a pesquisa de graduação em todas as disciplinas e reúne-se anualmente em uma universidade britânica diferente. Alunos de graduação de todos os níveis são convidados a submeter trabalhos, cartazes, oficinas e performances para a Conferência.

O aluno estuda Gestão Ambiental no Brasil na Universidade de São Paulo, e no Reino Unido ele cursou BSc Sustainability and Environmental Management na Universidade de Leeds. Segundo o aluno, a viagem e o evento, assim como a apresentação do artigo, pode proporcionar a ele um grande aprendizado "Foi uma experiência excelente, na qual pude compartilhar ideias com estudantes e professores sobre a vida acadêmica no país. A conferência possui prestígio na comunidade acadêmica Britânica, e creio que o fato de meu abstract ter sido aceito para eu apresentar meu artigo é motivo de grande satisfação para todos nós envolvidos no CsF", afirmou.

O estudante comentou ainda sobre a universidade qual estudou, classificando como "excepcional" o apoio aos novos estudantes, auxiliados por muita informação e eventos, fazendo com que a familiarização com o Reino Unido e com a cultura se tornasse tranquila, principalmente pelo modo receptivo como as pessoas o trataram.

Portal CsF – Bolsista do CsF conquista primeiro lugar em competição de robôs nos EUA

13 de maio

A estudante de graduação da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Anne Karollyne Petry, conquistou o primeiro lugar em uma competição de robôs realizada na Universidade Federal de Kentucky, onde participa de um intercâmbio por meio do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Neste mês, a bolsista fará um estágio na área de criação da empresa General Motors.

Junto com mais três colegas, a bolsista disputou o prêmio com outras 19 universidades norte-americanas. A tragédia ocorrida em Fukushima em 2011 foi o tema de seu trabalho. "Planejamos e construímos um robô movido por controle remoto, com propósito de determinar o nível de radiação em localizações específicas e inspecionar danificações no ambiente", relatou a estudante.

Segundo Anne Petry, a ideia era construir um veículo capaz de proteger o ser humano das altas doses de contaminação radioativa. "Utilizamos um tipo de portão que abria e fechava para largar os sensores e levantava em quase 45º. Colocamos duas câmeras, com o objetivo de guiar o motorista e identificar os obstáculos", explicou.

Leia mais sobre o projeto (em inglês) aqui.

Portal DCE - Estudante do Ciência sem Fronteiras participa da descoberta de possível diagnóstico da doença de Alzheimer

13 de maio

Um estudante brasileiro, participante do programa Ciência sem Fronteiras, fez parte de uma pesquisa responsável por descobrir um possível novo método de diagnóstico da doença de Alzheimer. Aluno da University of Western Austrália, Mateus Costa Lima integrou o grupo de pesquisa durante as últimas férias de verão.

Segundo a imprensa local, a Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation(CSIRO), organização responsável pela pesquisa, encontrou sete marcas associadas à doença de Alzheimer, relativas à proteína amyloid beta, que surgem 17 anos antes de a doença se manifestar.

O objetivo da CSIRO agora é desenvolver testes de sangue barato e efetivo, para que o diagnóstico precoce da doença possa estar ao alcance do maior número de pessoas possível.

Portal CsF - Estão abertas inscrições para doutorado pleno nos EUA pelo Instituto Laspau

10 de maio

Parceria do Programa Ciência sem Fronteiras com a instituição Laspau (Academic and Professional Programs for the Americas), filiada à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concede bolsas de doutorado pleno para os próximos três anos.

O Programa vai selecionar 1.500 brasileiros para bolsas de estudos no país. Podem participar graduados ou mestres em áreas como engenharia, biologia, produção agrícola sustentável e ciências da computação.

Os candidatos que concorrerem a estas vagas não são obrigados a apresentar carta de aceite da universidade/instituição de destino. A própria instituição parceira, Laspau, fará a colocação dos candidatos selecionados nos programas de doutorado que começarão em 2013, 2014 e 2015.

Para solicitar a bolsa, os candidatos devem possuir diploma de bacharelado ou título de mestre na mesma área de estudo ou em área semelhante ao tema do doutorado, ser brasileiro ou estrangeiro com visto permanente no Brasil, ter proficiência no idioma inglês, e deve prestar o exame Graduate Record Examinations (GRE).

Os resultados dos exames de proficiência na língua inglesa devem ser encaminhados aproximadamente duas semanas após terem sido realizados pelo candidato para o endereço eletrônico laspau-brasil-csf@harvard.edu.

Para mais informações, consulte o Portal do Ciência sem Fronteiras aqui.

Portal Brasil – Programa que leva estudantes de licenciatura para França tem inscrições prorrogadas

10 de maio

Foram prorrogadas as inscrições para o novo Programa de Licenciaturas Internacionais (PLI França) que levará até 150 estudantes brasileiros para realizar graduação-sanduíche nas universidades Paris-Sorbonne e a Universidade Pierre et Marie Curie, na França. O novo prazo para inscrições vai até o dia 17 de maio.

A iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) irá selecionar até 30 projetos de parceria universitária entre cursos de licenciatura brasileiros e universidades francesas parceiras visando a realização de graduação sanduíche, com dupla diplomação, de estudantes brasileiros.

Podem apresentar proposta as instituições de ensino superior brasileiras que possuam cursos de licenciatura, legalmente constituídos e que tenham sua sede e administração no País. A instituição brasileira deverá possuir Acordo Geral de Cooperação vigente com a universidade francesa de destino dos estudantes e ter assinado Termo Aditivo específico para o Programa de Licenciaturas Internacionais.

Entre os benefícios previstos para o projeto estão: bolsas de estudo, auxílio-instalação, seguro-saúde, auxílio-deslocamento, diárias internacionais, repassadas para docentes participantes da equipe, verba de custeio de até R$ 10 mil por ano de projeto e verba para participação em eventos científicos no país e no exterior.

Oportunidade. O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), em parceria com a Escola do Louvre, na França, está com inscrições abertas para Bolsa de Intercâmbio de formação no Seminário Internacional de Verão de Museologia da Escola do Louvre (Siem) e estágio em museus franceses. As inscrições vão até o dia 17 de maio.

Serão concedidas três bolsas para brasileiros, sendo uma para servidor do Ibram/MinC e duas para público em geral, com duração de três meses, não renováveis. Para concorrer, os interessados devem estar inscritos em curso de pós-gradução em nível de mestrado na área da Museologia, História da Arte, Arqueologia ou Antropologia; possuir proficiência em língua francesa comprovada e nacionalidade brasileira, não cumulada com nacionalidade francesa.

O intercâmbio será de 1° de setembro a 30 de novembro de 2013, em Paris, com duas semanas de formação no Siem, oferecido pela Escola do Louvre, e dois meses e meio em estágio em museus franceses. O objetivo é adquirir conhecimentos práticos com os profissionais da Escola do Louvre e, ainda, experiência com os profissionais de museus franceses durante o estágio.

Agência Brasil – Inmetro e instituto sueco assinam termo de parceria para desenvolvimento de pesquisas

09 de maio

Rio de Janeiro – O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o Instituto de Pesquisa Técnica do Reino da Suécia assinaram hoje (9) um termo de parceria para desenvolvimento de pesquisas em ciência, tecnologia e inovação. O acordo irá permitir o intercâmbio de cientistas entre os dois países e a ampliação de estudos nos campos da metrologia cientifica, industrial e legal. A área de biocombustíveis, em que o Brasil é líder mundial, será um dos principais destaques do projeto de cooperação

Segundo o coordenador-geral de Articulação Internacional do Inmetro, Jorge Cruz, o instituto sueco é reconhecido internacionalmente pela liderança em diversos domínios da pesquisa cientifica e tecnológica, como em metrologia em equipamentos médicos e na definição de unidades de grandezas físicas. Ele disse que o instituto tem grande atuação em áreas de fronteiras, que não tem sido pesquisadas nas instituições.

“O memorando é um marco na aproximação entre os países. Há a possibilidade de desenvolvermos o biocombustível de segunda geração, que não utiliza diretamente a cana, como no bioetanol, nas fibras e outros materiais. As pesquisas serão voltadas também para a eletricidade, englobando as telecomunicações e os smart grids [sistemas de redes inteligentes de energia elétrica]”, disse Cruz.

A iniciativa é resultado de uma colaboração iniciada no ano de 2009 entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a agência de inovação sueca, Vinnova. Segundo a Embaixada da Suécia no Brasil, a Vinnova mantém no momento 18 projetos de desenvolvimento sueco-brasileiros, que têm uma verba de R$ 9 milhões.

Para ressaltar o interesse da Suécia em aumentar a participação no Programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, discutir parcerias em inovação industrial e investimentos, a ministra de Empresa da Suécia, Annie Lööf se reuniu ontem (8) em Brasília com representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O memorando de entendimento, que valerá por cinco anos, foi assinado no auditório do campus de laboratórios do Inmetro, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Participaram da iniciativa o presidente do Inea, João Jornada e a diretora do instituto sueco, Maria Khorsand.

Portal CsF – Estão abertas oportunidades para bolsas de pós-doc na área de saúde

07 de maio

Uma parceria do programa Ciência sem Fronteiras com o National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, está com oportunidades abertas em chamadas de fluxo contínuo para bolsas na modalidade Pós-Doutorado no Exterior (PDE), especificamente para o desenvolvimento de pesquisas nos institutos norte americanos. O objetivo da iniciativa é fomentar projetos de pós-doutorado nos Institutos e Centros do NIH, dentro das áreas prioritárias (Biociências e Ciências da Saúde).

Para esta ação a submissão é feita pelo fluxo regular de bolsas no exterior pelo calendário 2013 para bolsas de pós-graduação e pós-doutorado (segue abaixo). A proposta será analisada somente no calendário correspondente ao início da vigência. Os interessados devem encaminhar as propostas ao CNPq, por meio do site da instituição, preenchendo o Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas

Devido ao interesse crescente dos NIH em receber estudantes brasileiros, as oportunidades de bolsas neste área passaram a ser incluídas no Calendário regular de bolsas no exterior do CNPq, o qual conta com três cronogramas anuais de submissão de propostas. Para mais informações clique aqui.

Estapas Cronograma 1 Cronograma 2 Cronograma 3
Inscrição De 01 de outubro de 2012 a 31 de janeiro de 2013 De 01 de fevereiro a 31 de maio de 2013 De 01 de junho de 2013 a 30 de setembro de 2013
Julgamento Abril de 2013 Agosto de 2013 Novembro de 2013
Resultado Maio de 2013 Setembro de 2013 Dezembro de 2013
Início da vigência Junho, julho, agosto e setembro de 2013 Outubro, novembro e dezembro de 2013 Fevereiro, março, abril e maio de 2014

O Estado de São Paulo – Brasil importará 6 mil médicos de Cuba para trabalhar no interior

07 de maio

O governo brasileiro se prepara para "importar" 6 mil médicos de Cuba para trabalhar no interior do País. A intenção é que os cubanos venham com contratos temporários com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para ocupar vagas em cidades brasileiras que até hoje não têm atendimento de saúde.

A informação foi dada na última segunda-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, depois de um encontro de trabalho com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez. "Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de Medicina. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e a qual atribuímos um grande valor estratégico", informou o ministro.

Os médicos cubanos viriam por meio de contratos com a Opas como prestadores de serviço ao governo brasileiro. A intenção é que esse período seja de dois ou três anos - o prazo máximo não está definido. Seria uma forma de o governo ultrapassar as dificuldades criadas pela contratação de estrangeiros, especialmente na área de Medicina, onde há enorme pressão pela validação dos diplomas.

A intenção do governo, no entanto, é abrir espaço para os que quiserem ficar. Depois de terminado o contrato via organização pan-americana, o médico estrangeiro poderá fazer o Revalida, exame de validação preparado pelo Ministério da Educação para poder atuar sem impedimentos no Brasil

O formato de toda essa operação ainda está sendo estudado pelo governo. Depende de uma autorização legal, que poderá ser medida provisória ou projeto de lei, "Ainda estamos formalizando os entendimentos para que eles possam desempenhar sua atividade profissional no Brasil e atender regiões particularmente carentes do País", disse Patriota.

A vinda dos médicos começou a ser negociada durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Cuba, em janeiro de 2012. E, apesar da resistência de entidades de classe, tem a chancela dela. A intenção não é trazer apenas cubanos, mas também espanhóis e portugueses. Cuba, no entanto, foi o primeiro país a oferecer um número significativo de profissionais de saúde.

Déficit. O Brasil tem, de acordo com levantamento da Organização Mundial de Saúde, pelo menos 455 municípios onde não há nenhum médico. Na Região Norte, a média é 0,8 por mil habitantes e, no Nordeste, 1 por mil, enquanto a OMS preconiza 1,5 por mil.

Portal CsF – Evento busca novas parcerias com setor privado para o Ciência sem Fronteiras

06 de maio

Na sexta-feira (3), foi realizada a 5ª Força-Tarefa de Ciência Sem Fronteiras na sede da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), em São Paulo, com objetivo de fomentar o diálogo entre os setores público e privado e aumentar o engajamento de empresas na disponibilidade de estágios no exterior e na adesão ao Portal Estágios e Empregos, recentemente lançado pelo Programa.

Participaram da reunião, o coordenador-geral do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) no CNPq, Marcio Ramos Oliveira, a coordenadora de bolsas da Capes, Marilene Vieira, o diretor executivo da Comissão para Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos e o Brasil (Fulbright), Luiz Valcov Loureiro e representantes de várias empresas parceiras ou que manifestaram interesse em se envolver com a capacitação de recursos humanos e o fomento de estágios no exterior por meio do CsF, especialmente nas áreas de ciência, tecnologia, matemática e engenharia.

Com a formatura dos primeiros estudantes financiados pelo Programa, o governo se empenha para que eles sejam rapidamente absorvidos pelas empresas. Uma das iniciativas foi a criação do Portal Estágios e Empregos, reunindo informações de bolsistas à procura de emprego e empresas que buscam profissionais especializados. Segundo o coordenador, Marcio Ramos Oliveira, desde o lançamento do Portal, a ferramenta virtual já cadastrou mais de 4 mil bolsistas e ex-bolsistas, além de 10 mil empresas. Em três semanas, o volume de acessos chegou a 52 mil. Atualmente, há 54 vagas publicadas de 25 empresas. A partir de junho, o portal aceitará vagas no exterior.

Nos dois anos de existência do Programa, já foram concedidas 20 mil bolsas. Serão oferecidas mais 25 mil bolsas até o fim deste ano, somando 45 mil. Até 2015, o governo deverá ter cumprido a meta de financiar 101 mil bolsistas, destaca o coordenador. Das 20 mil bolsas em andamento, 4,3 mil são para cursos nos Estados Unidos, o destino mais procurado.

Fullbright - Nos Estados Unidos, a Comissão Fullbright é uma das interlocutoras do CSF junto às universidades americanas. De acordo com Luiz Loureiro, diretor executivo da Comissão Fullbright, há 581 estagiários do CSF em 178 empresas. Outros 150 alunos brasileiros estão trabalhando com pesquisas nas universidades.

“É um número bastante grande, ao que se chegou com a ajuda da Amcham e de cada uma das empresas e universidades”, destaca Loureiro. No entanto, algumas limitações impedem o crescimento desse volume. A principal delas é a barreira do idioma, aponta Loureiro. É por isso que o MCTI criou o programa Inglês Sem Fronteiras, curso online de idiomas voltado aos bolsistas que não atingiram o nível desejado para acompanhar as aulas em outra língua.

Aprendizado acadêmico e pessoal - De volta ao Brasil no início do ano, a estudante de engenharia de computação Gabriela Botelho fez parte da primeira leva de bolsistas do CSF e agora faz estágio em uma startup brasileira. Nos Estados Unidos, Gabriela estudou na tradicional Universidade Dartmouth, em Massachussets. “Também tive a oportunidade de conhecer Harvard e o MIT – Massachussets Institute of Technology”, afirma ela.

A flexibilidade da grade curricular americana foi uma das gratas surpresas da estudante brasileira, que aproveitou para frequentar cursos de modelagem em 3D, uma área de design industrial que ainda carece de bons cursos no Brasil, e até piano.

No ano em que estudou nos Estados Unidos, Gabriela estagiou por três meses na área de desenvolvimento de TI da General Electric (GE) Healthcare. Na empresa, recebeu avaliações positivas e, com isso, espera ter causado boa impressão. “Espero que a GE se sinta motivada a contratar outros estudantes”,afirma ela.

Para ela, receber uma bolsa para estudar no exterior é a oportunidade para ampliar horizontes pessoais e profissionais. “Descobri que gosto de trabalhar em ambientes descontraídos, por isso estou em uma startup. Mas já fiz entrevistas para o Google e o Facebook”, adianta Gabriela.

Portal CNPq – Brasil, Índia e África do Sul lançam chamada para projetos de pesquisa conjuntos

06 de maio

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) recebe até o dia 31 de julho, propostas para a Chamada MCTI/CNPq Nº 16/2013, que integra o Programa de Cooperação Cientifica e Tecnológica Trilateral entre Brasil, Índia e África do Sul (IBAS). O valor total destinado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o financiamento dos projetos é de R$ 1 milhão.

A chamada tem como objetivo apoiar projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I) de interesse mútuo entre os três países. Cada proposta poderá ser beneficiada com o valor máximo de R$ 180 mil e o prazo limite para a conclusão do projeto é de 36 meses.

Os temas e áreas que terão propostas contempladas são HIV/AIDS, Malária, Tuberculose, Biotecnologia, Sistemas de Conhecimento Tradicional, Energia Alternativa e Renovável e Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs). O interessado deve consultar o texto da chamada antes da submissão da proposta, pois existem linhas de pesquisa específicas para alguns destes acima mencionados.

As visitas exploratórias e a organização de workshops estão inclusas entre as despesas cobertas pelo CNPq. As missões de pesquisa devem ser limitadas a no máximo três visitantes, um pesquisador e dois estudantes por ano, para cada projeto. O recurso poderá ser utilizado ainda para pagamento de passagens aéreas, hospedagem, seguro saúde, material de consumo, entre outros.

A Fundação Nacional de Pesquisas (NRF), da África do Sul, e o Departamento de Ciência e Tecnologia (DST), da Índia, serão responsáveis pelo financiamento das despesas de mobilidade e custos adicionais dos pesquisadores estrangeiros envolvidos nas propostas dos projetos conjuntos contemplados na chamada.

Agência Brasil – ONU promove seminários para atrair interessados em trabalhar no exterior

05 de maio

Brasília – Trabalhar em missões de paz e em defesa dos direitos humanos nos mais diferentes países, representando 193 nações e com as garantias dos benefícios assegurados pela Organização das Nações Unidas (ONU), pode ser a oportunidade para quem planeja construir uma carreira no exterior. No que depender do governo brasileiro, a ideia é ampliar o quadro na ONU que atualmente, sem considerar as agências que integram a organização, são de cerca de 200 pessoas.

Os interessados podem se adiantar, observando as vagas abertas na ONU, no site: unjoblist.org/#new. Há vagas para profissionais recém-formados e também para aqueles com mais experiência em várias áreas – estatística, engenharia, matemática, aviação e ciência política, por exemplo. De 13 a 17 de maio, a ONU promoverá em Brasília, Salvador e Porto Alegre seminários sobre as atividades na organização.

Os salários variam de acordo com os cargos. Os diplomatas, que estão na organização dos seminários, dizem que há um perfil de candidatos às vagas. Segundo eles, o candidato deve falar pelo menos dois idiomas – inglês e mais um; ter experiência no exterior – em estudos ou atividades profissionais -; interesse em conhecer o mundo e uma visão multicultural.

Criada há 68 anos, a ONU é uma organização internacional que reúne várias agências cujo objetivo principal é a cooperação em vários setores - direito e segurança internacionais, desenvolvimento econômico, progresso social, direitos humanos e a implementação da paz mundial. O órgão foi criado, em 1945, depois da 2ª Guerra Mundial em substituição da Liga das Nações.

As Nações Unidas surgiram com a meta de permitir o diálogo. O órgão engloba representantes de 193 países, mas nem todas as nações participam das diversas agências que integram a ONU. A Assembleia Geral, cuja sede fica em Nova York (Estados Unidos) é o principal órgão deliberativo. Há, ainda, o Conselho de Segurança que se destina a definir medidas sobre paz e segurança.

Existem também várias agências vinculadas à ONU, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (cuja sigla é FAO). A organização é financiada por contribuições voluntárias dos países. Há seis idiomas oficiais: árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.

O Estado de São Paulo - Quer estudar fora? Cursos ensinam a disputar vagas em universidades top

05 de maio

O número de alunos brasileiros em universidades americanas tem crescido anualmente e chegou a 9 mil em 2012. Ainda assim, ficamos em 14.º lugar no ranking dos países que mais enviam estudantes aos Estados Unidos, depois de nações como Nepal e Vietnã. Por trás desses números está o desconhecimento de muitos jovens sobre como funciona a seleção para os cursos no exterior.

Para quem busca uma vaga em instituições de elite, como a Universidade Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a peneira é ainda mais rigorosa. Não bastam ter um histórico escolar invejável e nota alta no SAT (espécie de Enem americano). As faculdades olham também para atividades extracurriculares nas quais o candidato se engaja - e não só as de cunho social. Por exemplo: o aluno ganha pontos se jogou no time de futebol da escola. Se foi o capitão, melhor.

Dicas como essas poderão ser encontradas no novo curso online e gratuito que a Fundação Estudar vai oferecer no segundo semestre. A entidade já tem experiência em treinar jovens para processos seletivos de universidades de ponta. Criado em 2011, o Prep Program contribuiu para a aprovação de 48 brasileiros no exterior. Agora, com o Prep Course Online, a fundação quer massificar as orientações sobre como fazer faculdade fora do País. As inscrições estão abertas no site prep.estudarfora.org.br.

O curso, com duração de três meses, será todo em inglês. "Os alunos vão aprender por meio de vídeos e atividades e interagindo nos fóruns de discussão", explica a coordenadora do programa, Laila Parada-Worby, de 22 anos, americana recém-formada por Harvard em História e Literatura da América Latina.

Particular. Outra opção de curso online tem à frente Gustavo Haddad Braga, de 18 anos, que começou a estudar no ano passado no MIT. Ele também foi aceito por Harvard, Stanford, Yale e Princeton - para ficar só nas americanas. Atualmente cursa Física, Engenharia Elétrica e Ciência da Computação. Na plataforma Easyaula (www.easyaula.com.br/), Braga vende por R$ 49 o acesso a seis vídeos de orientações com duração total de duas horas. O estudante também administra com outros brasileiros a página Estudar nos EUA (www.estudarnoseua.com.br), que reúne informações gratuitas.

Quem mora em São Paulo pode contratar uma sessão particular sobre estudos nos EUA na Associação Alumni, que fica na Chácara Santo Antônio, zona sul. Ao custo de R$ 145, o interessado recebe uma consultoria de como funciona a seleção para uma faculdade americana.

Jornal O Globo - MEC oferece site que ensina francês gratuitamente

05 de maio

RIO - Se você acha a língua francesa linda, mas só consegue falar "Merci" e "Bonjour" uma ferramenta na internet pode ser a chance de ir além no idioma, gratuitamente e sem sair de casa.O site Francoclic oferece desde lições em texto, vídeos didáticos e exercícios até informações sobre a cultura francesa. O programa é fruto de uma parceria dos governos do Brasil e da França.

No site, você encontra os módulos: de auto-aprendizagem "Reflets-Brésil", de utilização em sala de aula "Br@nché!", de especialidade agrícola "Agriscola" e de descoberta "le monde francophone d'un clic" e "Images de France". No link "Reflets-Brésil" estão disponíveis 24 lições, com aulas de gramática e vocabulário. Cada uma apresenta cinco vídeos com situações do cotidiano em francês e comentários em português. Segundo o MEC, o material serve tanto para quem nunca teve contato com o idioma quanto para alunos de diferentes níveis. Para o estudante de Relações Internacionais Diego Dantas, o site foi de grande ajuda para sua viagem à França.

- Não tinha dinheiro para entrar num curso pois estava economizando para a viagem. O site me ajudou a não ir sem saber nada. Continuo usando o método para me aprimorar já que nos dias atuais, falar uma língua estrangeira é imprescindível para conseguir um bom emprego - relata

A professora de francês Aline Adalto alerta, no entanto, que o método não é milagroso.

- O aprendizado online de idiomas é possível com dedicação e disciplina pessoal. Mas, antes de começar os estudos, tenha em mente que a qualidade dos sites encontrados na rede varia bastante. Vale a tentativa - diz.

Portal CsF - Bolsistas do CsF participam de competição na área de engenharia automotiva

02 de maio

Bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) foram selecionados para participar de uma competição automobilística, o Desafio Único FEUP, promovida pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) com o apoio da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). As provas são realizadas em diversas cidades portuguesas, como Lisboa, Braga, Algarve, entre outras.

Os estudantes do curso de Engenharia Automotiva Rafael Rodrigues e João Pedro Lottermann são responsáveis pela gestão dos automóveis nas corridas. A equipe precisa garantir que o veículo esteja em perfeitas condições de funcionamento de acordo com cada circuito, levando em consideração a distribuição do peso do veículo, o melhor ângulo de camber, o ajuste de suspensão, além de dar manutenção quando há algum tipo de dano nas provas.

Segundo o bolsista Rafael Rodrigues, a atividade extracurricular é uma oportunidade única de colocar em prática os conhecimentos adquiridos, além de aprender muito com o trabalho realizado. “Além de desenvolver o lado profissional na minha área de atuação devido a incrível estrutura oferecida pela Universidade com excelentes professores, laboratórios e equipamentos, a experiência de estudar no exterior me permitiu enxergar o Brasil por uma nova perspectiva, e perceber o quanto somos capacitados, na maioria das vezes mais do que outras nacionalidades e o quanto somos respeitados”, destaca o estudante.

Portal G1 – Língua Portuguesa atrai estudantes estrangeiros para UNESP de Rio Preto

02 de maio

Muitos estrangeiros estão de olho em São José do Rio Preto (SP) para estudar. A proximidade com a Copa do Mundo e as Olimpíadas aumentam o interesse de quem vive lá fora em aprender a língua portuguesa. E a Unesp é uma das universidades que ensinam o idioma para quem vem do exterior.

A cidade, que fica a mais de 450 quilômetros da capital, se tornou atrativa para alunos estrangeiros. Eles escolheram Rio Preto para estudar e chegam em número cada vez maior. A estudante Yoanky Cordero saiu de Cuba para fazer pós-graduação em letras. “Fiz uma pesquisa e fui encontrando o que queria estudar em Rio Preto. Então resolvi vir para cá”, afirma.

Na sala de aula, são mais de 15 nacionalidades juntas. Gente que veio de todo lugar do mundo, como China, Peru, Estados Unidos, Haiti. O desafio dos professores é transformar todos esses idiomas em uma só língua. “É um desafio para nós lidar com a cultura e diversidade cultural dentro da sala de aula. Temos 15 culturas e línguas diferentes dentro da sala”, diz a professora Isabela Abe de Jesus.

O bom momento da economia, as Olimpíadas e a Copa do Mundo, juntos, aumentaram a visibilidade do Brasil no exterior. No último ano, somente na Unesp de Rio Preto, a procura pelo curso de língua portuguesa aumentou 400%. “Você deixa de aprender a língua de um país dominante, para começar a ensinar nossa língua, projetar nossa cultura em outros contextos e valorizar o que temos”, afirma a coordenadora do curso, Marta Lúcia Kfouri.

A estudante Eilidh Mcivor chegou ao Brasil em fevereiro. Ela saiu da Escócia para conhecer o país que, segundo ela, pode oferecer muitas oportunidades. “Na verdade adoro o português, é uma língua bonita e as pessoas no Brasil sempre querem conversar e fica fácil de aprender, conhecer a cultura”, diz.

O aprendizado já é tão grande que até quem veio do outro lado do mundo já pensa em trazer toda família para morar no Brasil. A estudante Beibei Sang, ou melhor, Bela Fernandes, para os brasileiros, saiu de Pequim para aprender e também ensinar. “Gosto bastante dos meus alunos e dos meus professores. Eu ensino a minha língua, o mandarim, e também aprendo o português”, afirma.