Notícias do Mês de Julho

Portal Capes – Bolsista do Ciência sem Fronteira é premiada no Reino Unido por pesquisa em odontologia

31 de julho

A bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras, Carla Cecilia Alandia Román, foi premiada no dia 9 de julho com o segundo lugar no "Research Showcase" da Faculdade de Odontologia da Universidade de Birmingham, Reino Unido, onde realiza doutorado-sanduíche. Carla é aluna de doutorado em Odontologia (reabilitação Oral) na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Em seu doutorado-sanduíche na Inglaterra, a bolsista está trabalhando no desenvolvimento de um novo cimento reparador para uso endodôntico. "Atualmente estamos na fase de caracterização do material, aprimorando as propriedades físicas, mecânicas e biológicas. O nosso objetivo é obter um material que satisfaça todos os requisitos e necessidades dos profissionais em odontologia que possibilitem maior eficiência e acesso a tratamentos de maior complexidade a um menor custo para a sociedade", explica.

O contato com laboratórios e técnicas de ponta é um diferencial da experiência internacional, aponta a bolsista. Diferencial que pretende aplicar no Brasil após voltar do doutorado-sanduíche. "Aqui tenho acesso a equipamentos de alta tecnologia e todas as técnicas e metodologias altamente diferenciadas, contribuindo para aumentar meus conhecimentos e experiências em processos científicos de alta tecnologia. Todos esses conhecimentos e experiência serão levados comigo quando eu voltar ao meu programa original, onde espero continuar minhas pesquisas podendo contribuir com outros pesquisadores a partir dessa vivência", afirma.

Além disso, Carla destaca os ganhos de vivência cultural que um intercâmbio como o Ciência sem Fronteiras permite. "Essa oportunidade tem contribuído fortemente para que eu possa aperfeiçoar uma nova língua, conviver com pessoas de diferentes culturas e poder aprender com elas, conhecer novos lugares, além de transformar tudo isso em amadurecimento", enfatiza.

Para a estudante apoiar a internacionalização da pós-graduação brasileira é apoiar o desenvolvimento do país. "Sem o apoio da Capes e do Programa Ciência sem Fronteiras a realização deste projeto de pesquisa e minha estadia no Reino Unido não seriam possíveis. O investimento na formação de profissionais no exterior é necessário para o avanço do conhecimento, da ciência e da sociedade. Sinto-me honrada de poder participar deste programa, e representar o Brasil aqui", conclui.

Portal Capes – Inscrições prorrogadas para programa que seleciona professores/pesquisadores brasileiros para atuarem nos EUA

31 de julho

Publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 31, a prorrogação do prazo para inscrições no edital nº 33/2013, que seleciona bolsistas para ministrar aulas, realizar pesquisas e desenvolver atividades de orientação técnica e científica em renomadas instituições de ensino superior nos EUA por meio do programa Professor/Pesquisador Visitante nos EUA. Os candidatos que cumprirem os requisitos do edital agora têm até o dia 15 de agosto para realizar as inscrições.

O objetivo do programa é destacar no meio universitário e de pesquisa dos EUA a atuação de cientistas brasileiros em diversas áreas do conhecimento, promover o mais alto nível de aproximação, diálogo e aprofundamento no conhecimento mútuo das respectivas culturas e sociedades.

O resultado está previsto para ser divulgado até setembro deste ano. Serão concedidas até 25 bolsas com duração de três ou quatro meses, com início e término em 2014, com saídas no início do Spring Term ou Fall Term da instituição anfitriã nos EUA.

Os selecionados receberão mensalidade no valor de US$ 2.300, com valor adicional de US$ 400,00 no caso de cidade de alto culto, auxílio deslocamento ou passagem aérea de ida e volta, a critério da Capes, auxílio pesquisa mensal no valor de US$ 1.500; auxílio instalação, pago em parcela única, no valor de US$ 1.500; e seguro saúde.

Mais informações pelo telefone (61) 3248-8605 (Comissão Fulbright) ou pelos e-mailspv2014@fulbright.org.br (Comissão Fulbright) e fulbright@capes.gov.br (Capes).

Portal UOL – Unicamp oferece curso gratuito de tecnologia e inclusão social

31 de julho

A Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), campus Limeira, está com inscrições abertas, até 9 de agosto, para o curso de extensão "Tecnologia e Inclusão Social".

O objetivo do curso é apresentar elementos para a compreensão dos conceitos e métodos de análise de tecnologias sociais e experiências de desenvolvimento e reaplicação dessas tecnologias.

Os projetos de extensão da Unicamp têm o propósito de integrar e promover o relacionamento entre a comunidade acadêmica e a sociedade. Por isso, além de ser dirigido aos estudantes, técnicos e pesquisadores, o curso quer atrair gestores públicos, representantes de ONGs (organizações não governamentais), de cooperativas de trabalhadores e de movimentos da sociedade civil.

Assuntos como mudança tecnológica, exclusão e inclusão social, produção de tecnologias e políticas públicas para tecnologia social serão discutidos no curso que terá início no dia 19 de agosto.

Não é exigido nenhum pré-requisito para a participação no curso. A carga horária é de 60 horas de aulas presenciais, sempre às segundas-feiras, das 19 às 23 horas.

O curso é gratuito e as aulas serão ministradas na sede da faculdade que fica na Rua Pedro Zaccaria, 1.300, em Limeira, interior de São Paulo.

Mais informações no site do curso.

Portal Capes – Novo programa seleciona projetos sobre desenvolvimento regional e nacional

30 de julho

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lança nesta terça-feira, 30, em parceria com Ministério da Integração Nacional, o novo Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Assuntos relacionados ao Desenvolvimento Regional e Nacional – Pró-Integração. As inscrições vão até o dia 17 de setembro.

O programa tem como objetivo estimular e apoiar a realização de projetos conjuntos de pesquisa entre pesquisadores vinculados a diferentes instituições de ensino superior possibilitando o desenvolvimento de projetos de pesquisa científica e tecnológica, contemplando a formação de recursos humanos em nível de pós-graduação stricto sensu acadêmico.

O edital expõe uma série de oito áreas temáticas que devem ser contempladas pelos projetos candidatos, como gerenciamento de riscos de desastres naturais, desertificação, gestão de sistemas complexos de recursos hídricos e gestão ambiental de áreas irrigadas.

O projeto poderá envolver a participação de no máximo três equipes que deverão ser constituídas por pesquisadores, docentes e discentes vinculados aos cursos de pós-graduação das instituições de ensino superior, ou das instituições de pesquisa ou de desenvolvimento e inovação, pública ou privada sem fins lucrativos, e, sempre que oportuno, de diferentes estados brasileiros.

Estão previstas bolsas de estudo no país e no exterior. Assim como passagens aéreas, auxílio moradia, diárias e despesas de custeio para material de consumo. Mais informações pelo e-mail: prointegracao@capes.gov.br.

Indução. O Pró-Integração é uma das atividades de indução da Capes, que atende a demandas da sociedade, apresentadas pelos ministérios, empresas estatais e outras instituições, para formar pessoal qualificado em áreas estratégicas ou carentes em recursos humanos. Outros projetos de indução foram o Pró-Engenharia e o Programa de Formação de Recursos Humanos em TV Digital (RH-TVD).

Acesse o edital.

Portal Capes – Programa para doutorado-sanduíche nos EUA concede bolsas nas áreas das Ciências Humanas, Ciências Sociais, Letras e Artes

30 de julho

Divulgado o novo edital para o Estágio de Doutorando das Ciências Humanas, Ciências Sociais, Letras e Artes nos EUA. O programa é coordenado pela Diretoria de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

As inscrições para o edital nº 54/2013 estão abertas até 12 de setembro. Aos candidatos selecionados serão concedidos benefícios como bolsa mensal, auxílio instalação, auxílio deslocamento, taxas de acesso às instalações da instituição nos EUA, auxílio para aquisição de livros e/ou computador, auxílio para participação em eventos acadêmico-científicos nos EUA, seguro saúde e, segundo o nível de proficiência de inglês do bolsista, avaliado pela Comissão Fulbright, poderá ser oferecido curso de língua inglesa intensivo nos EUA, com até seis meses de duração, imediatamente anterior ao início das atividades acadêmicas, incluindo estadia, taxas e material didático.

Serão concedidas até 30 bolsas de nove meses de duração, com início em agosto/setembro de 2014 e término em abril/maio de 2015. No caso do bolsista ser selecionado para o treinamento intensivo de inglês, a duração poderá estender-se por até 15 meses, com início em fevereiro de 2014. O resultado está previsto para ser divulgado em novembro deste ano.

Mais informações pelo telefone (61) 3248-8615 ou pelos e-mails ddr2014@fulbright.org.br e fulbright@capes.gov.br.

O Estado de S.Paulo - Depois de sucesso nos EUA, cursos de universidades de ponta chegam ao Brasil

30 de julho

A Universidade de Stanford foi a primeira instituição a apostar no Mooc (Massive Open Online Course, em inglês), em 2011. O curso Inteligência Artificial atraiu 160 mil pessoas ao redor do mundo. Hoje, uma das principais plataformas de Moocs, o Coursera, reúne 62 instituições, como Stanford e Columbia, e tem 4 milhões de usuários. O segredo? Os Moocs são cursos livres – qualquer pessoa pode fazê-los, independentemente do nível de instrução –, não têm seleção, são a distância e gratuitos. Basta se inscrever e cursar.

Agora, os Moocs chegam com força ao Brasil. Já estão em duas das principais instituições do País, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Brasília (UnB), e neste semestre devem ser oferecidos por outras seis: Universidade Estadual Paulista (Unesp), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Pontifícias Universidades Católicas de São Paulo (PUC-SP) e Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Universidade Federal de Campina Grande.

A Unesp, por exemplo, deve oferecer certificados e tutoria para seus cursos online, que hoje estão disponíveis na plataforma Unesp Aberta, transformando-os em Moocs. Atualmente, há um projeto-piloto para funcionários da instituição. Nem todas as instituições oferecem certificados e muitas cobram por eles.

A universidade está elaborando também parcerias com instituições estrangeiras, principalmente dos EUA e da Dinamarca, para promover uma "mobilidade virtual" em disciplinas de graduação a partir de 2014. "Na Unesp, os Moocs dessas universidades valeriam como disciplina optativa", afirma Klaus Schlünzen Junior, coordenador do Núcleo de Educação a Distância da Unesp (NEaD).

A PUC-SP também criou um projeto-piloto: um grupo coordenado pelo professor João Mattar desenvolveu o Mooc de língua portuguesa com a plataforma Redu. Já há mais de 5 mil inscritos. "Estamos também investigando as experiências internacionais. O que vimos é que há uma taxa de evasão muito grande. O nosso desafio é pensar em estratégias para fazer com que mais pessoas cheguem ao fim desses cursos", diz Angelita Quevedo, coordenadora de Educação a Distância da PUC-SP.

Em Harvard, por exemplo, que tem a plataforma edX com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), só 0,9% dos inscritos em Introdução à Ciência da Computação conseguiram concluí-lo (1.388 dos 150.349 matriculados), disse o professor do Mooc, David Malan, em texto publicado na universidade. Em comparação, 703 dos 706 inscritos na forma presencial da mesma disciplina conseguiram terminá-la.

Barreira. O número de brasileiros que se matriculam nos Moocs só não é maior, segundo especialistas, porque as aulas disponíveis na web hoje são principalmente em inglês.

Para ampliar o acesso, a Fundação Lemann vai traduzir para o português os cursos do Coursera. O portal Universia, que possui o site Miríada X, com Moocs em espanhol, também quer adaptar o conteúdo para a língua portuguesa.

Esses cursos encantaram tanto os brasileiros que hoje o País é o terceiro com maior número de usuários registrados no Coursera: 4% dos 4 milhões. Fica atrás dos EUA e da Índia, onde os Moocs revolucionaram a educação.

O designer de jogos paulistano Hugo Daniel Oliveira, de 21 anos, foi convidado para fazer o primeiro Mooc da Stanford e, desde então, não parou mais. Fez outros 15. "Vi que aquilo seria uma mudança na forma como as pessoas aprendem na internet. As universidades brasileiras, infelizmente, ainda estão bem atrás do que se faz nos EUA."

Outro brasileiro que se encantou com os Moocs foi o enfermeiro Júlio Rennê Santos, de 35 anos, de Manaus. Ele faz parte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da capital do Amazonas e fez o curso de Ciência da Parada Cardíaca, Hipotermia e Ressuscitação da Universidade de Pensilvânia no Coursera.

"No País, temos pouquíssimos centros de referencia em parada cardiorrespiratória e eles estão nas grandes cidades, como São Paulo e Rio. Ficam longe de Manaus e são muito caros", afirma Santos.

O envolvimento dele com o Mooc foi tão grande que o professor responsável pelo curso o convidou para fazer um intercâmbio na Universidade de Pensilvânia em 2014. Ao mesmo tempo, alunos da instituição virão para o Brasil.

Como o enfermeiro, outros brasileiros também podem assistir a aulas de universidades de ponta em casa. "Esses cursos transformam a educação de alta qualidade, tradicionalmente destinada a poucos, em um ensino de massa, que era reconhecido por ter qualidade inferior", afirma Martha Gabriel, especialista em revolução digital na educação e autora do livro Educ@r.

Para todos. Hoje, qualquer pessoa pode assistir a aulas dadas na Engenharia da Escola Politécnica da USP. Docentes da instituição transformaram a disciplina Probabilidade e Estatística, que já era oferecida online aos alunos da graduação desde 2011, em um curso aberto no portal Veduca. "Só dentro da universidade temos mais de mil alunos que já cursaram a disciplina usando essa estrutura, e a aprovação é muito alta", diz André Fleury, um dos coordenadores do Mooc.

A universidade foi a primeira da América Latina a criar seu Mooc. Lançou, junto com o de Probabilidade, o de Física. Juntos, eles já têm mais de 14 mil inscritos.

Neste mês, outra universidade pública – a primeira federal – lançou um Mooc, a UnB, com o tema Bioenergética, também oferecido no site Veduca.

Portal Capes - Ex-bolsistas CsF falam de suas experiências no exterior

25 de julho

Na tarde desta quarta-feira, 24, ex-bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) relataram suas experiências no exterior, vivenciadas durante o intercâmbio. Participaram estudantes que foram para Alemanha, Estados Unidos, Itália, Coreia do Sul, Austrália, Espanha. Os alunos de graduação e doutorado ficaram 12 meses fora do Brasil. O encontro foi realizado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) dentro da programação da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Lydia Mesquita Vieira de Barros Neta, aluna de biologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi para Melbourne, Austrália, no primeiro edital para o país. "Fui em julho de 2012. Foi muito bom, o maior impacto que senti foi assistir todas as aulas em inglês, mas com o tempo acostumamos", relatou. Segundo ela, a universidade é muito diferente da UFPE, menos aula e muito tempo livre para estudar. "O meu interesse em ir para Melbourne foram os golfinhos, pois já tinha o objetivo de trabalhar com eles. Logo na primeira semana já tive contato com pesquisadores, fui para os barcos identificar cada golfinho. Lá não fazemos biologia, fazemos ciência, pude estudar biodiversidade, clima e tinha opções para diversas matérias como microbiologia", contou.

Bruno Closs, aluno de engenharia mecânica da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), foi para Coreia do Sul. "Fui para o MIT de lá. O mais interessante é que pude estudar diversas áreas, montagem, adaptação de estaleiros. Temos muito tempo extra e o aproveitei para ir atrás de laboratórios que me aceitaram de braços abertos. Prestei serviço para Hyundai, Mitsubishi. Eu achava que o CsF era a porta, mas hoje vejo que é a chave que abre muitas portas", concluiu.

A doutoranda Lilian Oliveira Rosa da Universidade Federal de Viçosa (UFV), contou sua experiência nos Estados Unidos. "O que senti em comparação com a minha universidade e a de lá é que a minha [UFV] é padrão americano, não perde em nada." A estudante relata que a maior dificuldade foi a língua e aconselhou que os futuros bolsistas tenham um preparo psicológico forte. "Enfrentei minhas dificuldades e voltei com muitos elogios pela evolução, inclusive com relação ao inglês."

Aprendizado. Laboratórios abertos 24h, carga horária de aula muito reduzida, tempo livre para estudos, trabalhar com pesquisadores de diversos países, aprendizado in loco de outro idioma, estágios em empresas e universidades de ponta. Esses foram alguns dos principais aprendizados relatos pelos diversos estudantes presentes no evento.

Sobre o retorno, um dos estudantes da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Nehme, disse que a reitoria da universidade abriu as portas para o grupo do CsF que já retornou. "O reitor abriu as portas para darmos sugestões, para propormos mudanças. Acho que todas as universidades deveriam receber esses estudantes de braços abertos."

A presidenta da SBPC, Helena Nader, disse que o mais importante é que todos esses estudantes retribuam com o que o Brasil precisa, pelo investimento que foi feito. "Eu, por exemplo, estudei fora com recursos de instituições do exterior e sempre trabalhei no Brasil. Acho que o mais importante é que o nosso país receba o retorno real desse incentivo", concluiu.

Participaram do encontro os presidentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

Correio Braziliense – Governo federal lança Programa Ciência sem Fronteiras Espacial

24 de julho

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (24) o Programa Ciência sem Fronteiras Espacial, voltado para o intercâmbio de alunos e especialistas em questões espaciais nas áreas de engenharia, pesquisa e indústria. A previsão inicial é conceder 300 bolsas de estudos em graduação, doutorado, pós-doutorado e desenvolvimento de pesquisas. Além de estudantes brasileiros, o programa dará a 150 pesquisadores visitantes oportunidade de atuar no país.

A iniciativa é uma parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Científico e Tecnológico (CNPq) e Agência Espacial Brasileira (AEB) para ampliar a formação de estudantes na área espacial, pouco atrativa para os profissionais brasileiros.

“A medida é fruto de uma necessidade de integração, de formação de recursos humanos. O número de pessoas que atuam nessa área é muito pequeno”, disse o presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho. “Não nos preocupamos somente em mandar o estudante para fora, mas para lugares adequados, em que eles passem pela universidade e também pela indústria [espacial]”, completou.

O programa foi lançado durante a 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que está sendo realizada na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Antes do anúncio, ex-bolsistas do Ciência sem Fronteiras relataram suas experiências no exterior.

O estudante Bruno Koff, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), no Rio Grande do Sul, passou um ano estudando engenharia mecânica no Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul, o Kaist (apelidado de "MIT coreano"). “No começo a gente se choca. Assusta ir para Ásia e pensar em comer carne de cachorro, mas é preciso se adaptar e falar outros idiomas, se comunicar com outros países, e o Ciência sem Fronteiras é a chave para tal oportunidade”, disse Bruno.

Já o estudante Pedro Doria Nehme, da Universidade de Brasília (UnB), estagiou na Agência Espacial Americana (Nasa), no Goddard Space Flight Center, em Greenbelt, após o período letivo na Universidade Católica da América (UCA), em Washington. Depois dessa experiência, Nehme será o segundo brasileiro no espaço, ao ganhar uma promoção mundial realizada pela companhia aérea holandesa KLM. Em 2014, Nehme fará uma viagem suborbital, que deve atingir altitude de até 100 quilômetros.

“É uma filosofia diferente de ensinamentos [no exterior]. Nesse tempo [estudando fora], percebi uma aproximação maior do que se estuda na universidade e o que se usa, de fato, na pesquisa”, descreveu.

Entre as barreiras destacadas pelos alunos, estão a dificuldade em aproveitar os créditos das matérias que fizeram em outros países e as limitações ainda impostas pelo idioma. No entanto, dez dos 11 ex-bolsistas que apresentaram suas experiências na reunião da SBPC afirmaram que seria impossível, financeiramente, fazer intercâmbio sem o suporte do programa.

“É um desafio o idioma, ter aula todos os dias em outra língua, mas nos acostumamos rápido. A maior dificuldade mesmo é ficar longe da família”, ressaltou Lídia Mesquisa, estudante de biologia da UFPE. Lídia passou um ano em Melborne, na Austrália.

A presidenta da SBPC, Helena Nader, criticou a falta de regras para aproveitamento, pelas universidades brasileiras, das matérias cursadas durante o intercâmbio. “A universidade tem que aprender a valorizar os cursos feitos fora do país”, disse Helena. Para a pesquisadora, o programa é ousado, pois "não é trivial enviar 101 mil estudantes para o exterior”.

Ela aposta que a ciência brasileira poderá ver resultados práticos já nos próximos anos.

Portal Capes – Bolsistas do Ciência sem Fronteiras fazem estágio em empresa de biotecnologia premiada no Canadá

24 de julho

Os estudantes de biotecnologia da Universidade Federal da Bahia, Filipe Sampaio e Catarina Alfaya, estão no Canadá para realizar uma parte de sua graduação na na Brock Universityna cidade de St. Catharines-Ontario. Eles estão atualmente realizando estágio na Norgen Biotek corporation, uma empresa de biotecnologia que recentemente foi premiada como empresa do ano.

A empresa recebeu da Greater Niagara Chamber of Commerce (Câmara de Comércio do Niagara) o prêmio de comércio do ano na nona edição do Niagara Business Achievement Awards, um evento que tem como objetivo premiar as empresas que se destacaram pelo seu desempenho e sua excelência empresarial no ano na região do Niagara.

Filipe destaca o impacto positivo da experiência. "Está sendo uma oportunidade incrível estagiar em uma empresa como a Norgen. Aqui nós trabalhamos com profissionais altamente qualificados que tem muita experiência para nos passar", afirma.

O estudante acredita que o estágio irá promover avanços significativos em sua carreira profissional. "Essa experiência contribuirá não só para a nossa carreira cientifica, mas também contribuirá para o sucesso científico/tecnológico do nosso país, pois estamos tendo a oportunidade de aprender teoria e pratica com o conhecimento e a infraestrutura de um país de primeiro mundo podendo aplicar o que aprendemos em nosso país quando voltarmos", enfatiza.

Segundo o bolsista a instituição canadense possui uma estrutura que promove um bom acolhimento aos estrangeiros. "Temos visto que a Brock University é muito receptiva para estudantes internacionais oferecendo um ótimo ambiente para melhorar as habilidades na língua inglesa pois oferece muitas atividades extracurriculares com essa finalidade, como conversation cafés, atividades voluntarias e excursões", explica.

O Estado de S. Paulo – Encontro internacional discute a educação no Brasil

23 de julho

Entre os dias 6 e 7 de agosto acontece em Curitiba um encontro internacional de educação, o SalaMundo 2013. O evento terá entre seus palestrantes o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o jornalista do The New York Times especialista em educação, Paul Tough, autor do livro “How Children Succeed” (“Como As Crianças Fazem Sucesso”, em tradução livre e ainda não lançado no Brasil).

O primeiro dia de palestras será aberto pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que vai falar sobre o cenário da educação brasileira. Logo em seguida, Paul Tough fala sobre estudos que mostram como as experiências da infância refletem na forma de aprender dos alunos e, consequentemente, na vida adulta e profissional. O jornalista defende importância da afetividade em programas educacionais e aponta como solução para a falta de sucesso escolar uma atuação mais amorosa das famílias, melhores professores e escolas mais responsáveis.

No evento também terão destaque debates como a crise da autoridade do professor, a insatisfação dos jovens no Ensino Médio, o papel da literatura na educação e a síndrome do Irlen, doença que causa déficit na capacidade de leitura, entre outros. Haverá ainda a participação do escritor Mário Vargas Llosa e do filósofo Luc Ferry, por meio de vídeos gravados.

Para mais informações, como programação, preços e local, clique aqui.

Portal DCE – Bolsista brasileiro se destaca em competição

23 de julho

Uma equipe que contava com a participação de um brasileiro ficou em segundo lugar no desafio “Deployable Greenhouse”, do Kennedy Space Center. Trata-se de uma competição mundial realizada pela NASA, com foco na solução de questões ligadas à exploração espacial.

Dilermando da Costa Ferreira Neto é bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras, e atualmente estuda na Universidade de Roma Tor Vergata. Ele faz parte do projeto, que tem como objetivo o desenvolvimento de estufa automática com capacidade para alimentar quatro astronautas em Marte.

A mesma equipe venceu no último mês de abril a “International Space Apps Challenge”, também da NASA, competição q serviu de qualificação para a “Deployable Greenhouse”.

O projeto, que pode ser visto abaixo, rendeu aos participantes um certificado da Kennedy Space Center, que possui grande valor para o currículo. Além disso, eles foram convidados para a missão “Mars Atmosphere and Volatile Evolution” (MAVEN), no Cabo Canaveral, na Flórida, previsto para o dia 18 de novembro de 2013. É a primeira missão dedicada à compreensão da atmosfera superior de Marte.



Portal DCE – Universidade italiana divulga vídeo de apoio aos novos bolsistas brasileiros

23 de julho

A Universidade de Roma Tor Vergata lançou um vídeo de apoio aos bolsistas brasileiros do Programa Ciência sem Fronteiras, que devem desembarcar em território italiano a partir do final de agosto.

O vídeo, com cerca de 10 minutos de duração, foi inspirado na série de vídeos produzidos pela Embaixada do Brasil na Itália e conta com depoimentos dos atuais bolsistas, que ressaltam aspectos como estágios, participação em projetos de pesquisa e bom acolhimento da universidade.



A Universidade de Roma Tor Vergata acolherá 86 do 1467 novos bolsistas, e é onde estuda Dilermando da Costa, participante do projeto “Green on the Red Planet”, vencedor do concurso Kennedy Space Center, da NASA.

Portal DCE – Bolsista do CsF vence concurso nos Estados Unidos

23 de julho

A brasileira Isabella Brito, bolsista na modalidade Graduação Sanduíche, obteve o primeiro lugar em um concurso promovido pela University of Buffalo, em parceria com o Centro de Arte Burchfield Penney.

Estudante na área de Arquitetura e Urbanismo da SUNY, Universidade Estadual de Nova York, em Búfalo, ela teve que superar concorrentes internacionais ao projetar três torres de projeção de vídeo e áudio que deverão decorar a fachada do Centro de Arte Burchfield Penney, a partir de setembro.

Com 7,3 metros de altura cada, as torres foram construídas de aço inoxidável perfurados em retícula, e projetarão obras de vídeo e áudio sobre a fachada do edifício. O projeto, que recebeu destaque no meio acadêmico local, é uma homenagem ao artista plástico Charles Burchfield, natural da cidade de Búfalo.

Correio Braziliense – Abertas inscrições para exame de proficiência em língua portuguesa

18 de julho

A partir desta quinta-feira, 18, estrangeiros e brasileiros cuja língua materna não seja o português, residentes no Brasil e no exterior, podem se inscrever no exame para obtenção do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). O certificado é aceito internacionalmente em empresas e instituições de ensino como comprovação de competência na língua portuguesa.

As inscrições para o Celpe-Bras vão até as 23h59 (Brasília) do dia 13 de agosto próximo. As provas serão aplicadas entre 22 e 24 de outubro deste ano.

Podem se inscrever participantes que, na data de realização do exame, tiverem no mínimo 16 anos completos, e escolaridade mínima equivalente ao ensino fundamental brasileiro. Ao efetuar a inscrição, o candidato poderá selecionar o país e o posto aplicador onde realizará o exame.

A prova é composta de avaliações orais e escritas. Na parte escrita haverá duas tarefas que integram compreensão oral e produção escrita e duas que integram leitura e produção escrita. Já a avaliação oral será uma atividade de interação face a face, com duração de vinte minutos – o candidato terá de conversar sobre tópicos do cotidiano e de interesse geral, por exemplo.

Desempenho. De acordo com a pontuação obtida, o participante será classificado em quatro níveis de proficiência. Aqueles que obtiverem pontuação entre 2 e 2,75 serão classificados no nível intermediário. Entre 2,76 e 3,5 a certificação ocorre como intermediário superior. O nível avançado de proficiência requer uma pontuação entre 3,51 e 4,25. Já aqueles que desejam certificar-se como avançado superior precisarão ter entre 4,26 e 5 pontos. Quem obtiver menos de 2 pontos não será certificado.

O Edital nº 2/2013, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), sobre a segunda edição deste ano do Celpe-Bras, foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 18, seção 3, páginas 66 a 68.

Portal G1 – Programa vai levar 540 professores de inglês da rede pública para os EUA

18 de julho

Um programa de intercâmbio promovido pelo governo brasileiro e apoiado pela Embaixada dos Estados Unidos vai selecionar 540 professores de inglês da rede pública, sendo 20 de cada estado, para um intercâmbio em universidades norte-americanas. O objetivo é desenvolver a fluência oral e escrita do idioma, novas metodologias de ensino, recursos on-line e preparação de planos de aula. O curso intensivo será de seis semanas a partir de janeiro de 2014.

O intercâmbio é patrocinado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em parceria com a Embaixada dos EUA no Brasil, a Comissão Fulbright e o apoio institucional do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed).

Os candidatos devem se inscrever até a próxima quinta-feira (25), no site da Capes. Todos os candidatos que se inscreverem para este edital deverão realizar o teste de proficiência Toefl-ITP gratuitamente, de acordo com a disponibilidade de vagas e salas disponíveis.

Os selecionados vão receber visto J-1 pela Embaixada dos EUA, passagem aérea internacional de ida e volta, ajuda de custo no valor de U$ 500, seguro saúde, deslocamento, alimentação, taxas escolares e materiais didáticos a serem utilizados nos cursos. O resultado está previsto para ser divulgado em novembro deste ano e o início das atividades nos EUA entre janeiro e fevereiro de 2014.

Jornal Zero Hora – “A tecnologia vai melhorar a educação, mas não substituí-la”, defende professor da Universidade do Futuro

17 de julho

Nos próximos 20 anos, o mundo vai mudar mais do que nos últimos 200 anos — e a educação estará no centro dessa revolução.

O venezuelano José Cordeiro propõe um novo papel para professores e alunos, especialmente para aqueles estudantes que estão começando o aprendizado, os "nativos digitais", que já nasceram no ambiente das novas tecnologias e das redes sociais.

Diretor do Projeto do Milênio (Venezuela) e professor na Singularity University, fundada pela Nasa e pelo Google nos Estados Unidos, Cordeiro está em Porto Alegre para participar do 12º Congresso do Ensino Privado, promovido pelo Sindicato do Ensino Privado (Sinepe/RS).

O tema do evento, que ocorre até sexta-feira na PUCRS, é A Maestria do Professor na Arquitetura da Aprendizagem.

Confira trechos da entrevista concedida à Zero Hora:

Zero Hora — A educação no Brasil enfrenta dificuldades com a formação dos docentes, o que inclui pouca prática em sala de aula durante o curso universitário e acesso limitado a novas tecnologias. Para complicar, a profissão enfrenta uma desvalorização, com salários baixos e poucos estudantes interessados em seguir na carreira. Como as novas tecnologias podem colaborar para uma transformação?

Cordeiro — As novas tecnologias estão ficando melhores, mais rápidas e mais baratas. Isso permitirá um aumento na oferta de educação de forma mais eficiente. O Life-Long Learning (projeto de educação contínua desenvolvido na Finlândia) será uma tendência na medida em que as pessoas vivem mais e de forma mais saudável. A educação será mais importante e mais reconhecida, fazendo com que os educadores sejam mais respeitados e melhor pagos. Contudo, como os professores são "imigrantes digitais", enquanto os alunos são "nativos digitais", o papel dos professores precisa mudar. Os professores do futuro serão mais facilitadores do que professores tradicionais. Em espanhol, dizemos que "o diabo sabe mais por ser mais experiente do que por ser o diabo", e podemos dizer o mesmo dos professores: "os professores sabem mais por serem mais experientes do que por serem professores".

Zero Hora — Há previsões de que, a partir de 2029, os computadores ficarão tão ou mais inteligentes do que o cérebro humano. Como isso impacta a educação?

Cordeiro — Estimamos que no ano de 2029, pela tendência de desenvolvimento dos computadores, eles terão quase o mesmo conhecimento humano. Isso vai permitir aumentar nosso conhecimento, então vamos ter uma educação muito melhor, porque vamos ter acesso a todo o conhecimento humano. É como uma internet dos cérebros humanos.

Zero Hora — Qual é o papel do professor nesse novo modelo educacional, especialmente em relação à inteligência artificial?

Cordeiro — Os professores do futuro serão facilitadores e orientadores, guiando as possibilidades dos alunos individualmente, mas também em grupos. A inteligência artificial não vai substituir a inteligência humana, mas vai ajudar a qualificá-la. Com a inteligência artificial e outras novas tecnologias, a educação e o aprendizado vão experimentar a mais radical transformação da história da humanidade. Nós estamos realmente experimentando uma incrível revolução educacional.

Zero Hora — As novas tecnologias são uma realidade, mas, ao mesmo tempo, ainda persistem no Brasil problemas antigos, como a falta de diálogo e de respeito entre professores e alunos. E ainda dificuldades básicas, de infraestrutura, como redes wireless deficientes ou mesmo inexistentes. Qual o peso desses velhos problemas na construção da educação do século 21?

Cordeiro — A tecnologia vai ajudar a melhorar a educação, mas não vai substituí-la. Obviamente, outros pontos terão de ser melhorados também, desde os salários até a atualização dos professores, a infraestrutura das escolas e das cidades. Felizmente, as novas tecnologias estão ficando cada vez mais rápidas, baratas e melhores, não apenas para criar computadores, mas também para construir escolas. As condições de vida também serão melhores, e professores e alunos terão mais possibilidades de aprender e ensinar. Como o cérebro humano é o "órgão da educação", entendê-lo e melhorá-lo vai levar nossa civilização para uma nova fase de desenvolvimento. O mundo vai mudar mais nos próximos 20 anos do que nos últimos 200 anos.

Zero Hora — Uma educação mais individualizada costuma ser defendida por especialistas. Ao mesmo tempo, a realidade das salas de aula é outra, com professores que costumam atender a um número grande de alunos no dia a dia, muitas vezes com pouca estrutura. Qual a melhor estratégia para resolver essa demanda? Como a tecnologia pode ajudar?

Cordeiro — Graças às novas tecnologias, o trabalho dos estudantes em casa e na escola vai mudar radicalmente. Eles vão aprender mais em casa, online, e deveres de casa serão feitos na escola, com os professores e grupos de estudantes, trabalhando juntos para solucionar problemas. Nos próximos anos, os estudantes vão aprender mais e mais, não apenas com os professores mas também com os os colegas. A tecnologia vai melhorar e ampliar a capacidade de aprendizado de todos.

Portal CsF – Embaixada do Brasil em Seul promove workshop para bolsistas do Ciência sem Fronteiras

16 de julho

A Embaixada do Brasil em Seul promoverá o Korea Brazil Student Joint Workshop 2013, entre os dias 25 a 27 de julho, na cidade de Gyeongju, Coréia do Sul.

O evento é organizado pela embaixada brasileira em conjunto com o SITA (Smart Mobile Convergence Industry and Technology Association) e tem como objetivo promover o contato dos estudantes brasileiros com empresas coreanas, assim como proporcionar que compartilhem experiências relevantes da cooperação científica e tecnológica na Coréia do Sul.

Jornal O Globo – Ciência sem Fronteiras passará a aceitar certificado de inglês em nível intermediário

16 de julho

O Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) passará a aceitar o exame de proficiência First Certificate in English (FCE, Primeiro Certificado em Inglês), da Cambridge English, departamento da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. O FCE é um exame de nível intermediário superior. Antes, o Ciência sem Fronteiras aceitava apenas o Certificate in Advanced English (CAE) — Certificado em Inglês Avançado — um nível acima do FCE. A mudança, explica o gerente de desenvolvimento da Cambridge Language Assessment, Rone Costa, foi feita para atrair mais estudantes para o programa:

— A redução foi feita porque os países que estão recebendo os alunos perceberam que o nível que estava sendo exigido era muito alto. Com o FCE, o estudante já consegue acompanhar as aulas, desenvolver atividades acadêmicas e inclusive trabalhar (nos estágios oferecidos pelo CsF).

Ainda segundo o departamento, o índice de aprovação no FCE é maior que no CAE. No ano passado, 68,4% dos que prestaram o exame para nível avançado foram aprovados, enquanto 76,9% dos que o fizeram para nível intermediário receberam o certificado.

— Um aluno com FCE domina as quatro habilidades do idioma: ler, escrever, falar e ouvir. Comunica-se com facilidade. A diferença para um aluno com CAE é um maior conhecimento linguístico, mas nada que atrapalhe no desenvolvimento das atividades do CsF — ressalta Costa.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) diz que o nível de inglês é exigência de cada universidade. São elas que definem o que será exigido no edital. O FCE já é aceito em edital para a Irlanda.

Segundo a Cambridge English, que trabalha junto com as universidades pela adequação da exigência, a intenção é que todos os editais que aceitam o exame de Cambridge passem a aceitar o FCE, e não mais o CAE. Costa adianta que, para os estudantes que comprovarem que querem a certificação para o CsF, haverá um desconto no valor do exame, que deve ficar entre 30% e 40%, valor ainda em negociação. O valor cobrado é, em média, R$ 400, variando de acordo com a escola. Serão aceitos os exames feitos depois de agosto de 2010.

Esta não é a primeira flexibilização do nível de inglês. No começo do ano, um edital para a Inglaterra permitia de estudantes com pontuações inferiores às exigidas anteriormente se inscrevessem no programa. Eles deveriam fazer um curso de seis meses no exterior para depois prestar novamente o exame de proficiência.

O aprendizado da língua inglesa tem tido destaque no governo federal. Este ano, o governo lançou o Programa Inglês sem Fronteiras para auxiliar os candidatos do Programa Ciência sem Fronteiras a garantir bolsas em universidades no exterior.

O objetivo do CsF é promover a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores e incentivar a visita de jovens pesquisadores qualificados e professores experientes ao Brasil. As áreas prioritárias são: ciências exatas (matemática e química), engenharias, tecnologias e ciências da saúde. O Ciência sem Fronteiras mantém parcerias em 35 países. Até o mês de junho, o programa implementou 29.192 bolsas em todas as modalidades de graduação, doutorado e pós-doutorado.

O Ciência sem Fronteiras prevê a distribuição de até 101 mil bolsas, ao longo de quatro anos, para que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior. O objetivo é promover a interação dos estudantes brasileiros com sistemas educacionais competitivos em relação a tecnologia e inovação.

O programa também visa a atrair pesquisadores do exterior que pretendam se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa.

O Estado de São Paulo – Em 5 anos, dobra o n° de estrangeiros aprovados em teste oficial de português

15 de julho

Em cinco anos, mais que dobrou o número de estrangeiros aprovados no único exame de certificação que mede a proficiência em língua portuguesa, o Celpe-Bras. De 2007 a 2012, o número de candidatos certificados saltou de cerca de 3 mil para mais de 6,6 mil. A maioria deles faz o exame para cumprir a exigência de ingresso nos cursos nacionais de graduação e pós-graduação e também para trabalhar no País.

Reconhecido pelo governo brasileiro, a primeira aplicação do Celpe-Bras foi feita pelo Ministério da Educação (MEC) em 1998. Mas, desde o segundo semestre de 2009, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) é o responsável pelo exame.

O aumento do interesse de estrangeiros pelo teste também se reflete no crescimento na quantidade de inscritos. Nos últimos cinco anos, o número de participantes pulou de 4,2 mil em 2005 para 7,5 mil inscritos no ano passado – aumento de mais de 70%.

Os dados coletados com o MEC e o Inep ainda mostram que o maior número de participantes é de candidatos latino-americanos, vindos especialmente da Colômbia, Bolívia, Equador e Peru.

É no exterior que fica a maior quantidade de locais de aplicação da prova (47). Os estrangeiros que já estão no País podem fazer o exame em 22 postos.

Para o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, um dos aspectos que explicam esse aumento é a intensificação da difusão da língua portuguesa nos últimos anos. “Nosso País adquiriu destaque mundial, tanto no que diz respeito à questão política, quanto na realização de eventos de importância internacional, como a Jornada Mundial da Juventude, a Copa do Mundo e Olimpíada.”

Economia. Além dos grandes eventos, a ascensão econômica do País nos últimos anos é outra justificativa que explica o crescimento da procura pelo teste. Em determinadas carreiras, como Medicina, é exigida a comprovação de fluência no idioma.

“Existe hoje um quadro favorável à importação de estrangeiros de maior qualificação. O País hoje tem escassez de mão de obra qualificada”, afirma José Botafogo Gonçalves, vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais. A crise econômica na União Europeia, principalmente em países como Espanha e Portugal, intensifica ainda mais o fluxo de estrangeiros ao Brasil.

E a necessidade de dominar a língua portuguesa vai depender da complexidade da atividade que esse estrangeiro vai desempenhar, afirma o professor de Economia Internacional da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Evaldo Alves. “As empresas privadas vão preferir sempre aquele que tenha mais fluência. Por isso o aumento da procura pelo exame.”

Estudo. O interesse por cursos de graduação e pela pós-graduação em instituições de ensino superior no País também contribui para o crescimento no número de estrangeiros que se inscrevem no Celpe-Bras.

É o caso da equatoriana Jenny De La Rosa, de 43 anos, que precisou aprender o português para ser selecionada na pós-graduação em Design do Centro Universitário Senac (SP). “A parte escrita da prova foi difícil. O português tem outra estrutura gramatical”, diz.

Mesmo ciente da dificuldade, ela passou no nível avançado. “Para ganhar a bolsa e conseguir fazer o curso, tem de fazer o teste”, fala Jenny.

Sobre o teste. Como exame de proficiência, o Celpe-Bras avalia as habilidades exigidas para realizar estudos ou desempenhar funções de trabalho no Brasil ou no exterior, quando o uso do português se faz necessário.

Quer dizer, no teste é trabalhado o uso da língua em situações corriqueiras, como em relatos, compras e idas ao médico.

Em 2012, do total de inscritos, apenas 2% conseguiram atingir o nível avançado superior – o mais alto. A grande maioria (80%) obtém um certificado de nível intermediário e intermediário superior.

Como funciona a avaliação:

  1. Parte escrita: com duração de 3 horas, traz tarefas de compreensão, leitura e produção de texto.
  2. Parte oral: com duração de 20 minutos, destaca conversas comuns e situações do cotidiano.
  3. Resultado: para obter o certificado, o examinando deve alcançar bom desempenho nas duas partes.
  4. Níveis: são quatro: intermediário, intermediário superior, avançado e avançado superior.

Três perguntas para Claudio de Moura Castro, Economista e especialista em Educação:

  1. O aumento no número de estrangeiros certificados em português é significativo?

    O crescimento está relacionado ao aumento do interesse em investimentos econômicos no Brasil. Mas, ainda assim, o número é pequeno quando comparado a outros certificados internacionais. No Toefl (exame americano que atesta o nível de inglês), anualmente milhões fazem o exame.

  2. A maioria dos interessados no Celpe-Bras ainda são latino-americanos. Para quem fala espanhol, o português é difícil?

    Sim, é uma língua difícil para os espanhóis aprenderem. Mas o espanhol e o português têm mais de 85% de palavras com raízes comuns. Mesmo com a raiz comum, é preciso adivinhar o que significa a derivação. Aí é que está a dificuldade. Além disso, a língua portuguesa tem mais sons que a língua espanhola, o que dificulta o aprendizado pelos hispânicos.

  3. E em comparação com outras línguas estrangeiras, o português é mais complicado?

    Quando analisamos o inglês, por exemplo, é muito mais difícil de transcrever o que se ouve, mas tem uma gramática muito mais simplificada que a língua portuguesa. Já comparando o português com outros idiomas, como alemão, russo e mandarim, por exemplo, há menos declinação linguística (flexões de gênero e número).

O Estado de São Paulo – Com nova ação de internacionalização, USP busca atrair alunos estrangeiros

14 de julho

Depois da criação de escritórios internacionais em Boston, Londres e Cingapura e do lançamento da segunda edição do programa de bolsas de intercâmbio no exterior para alunos de graduação, a Universidade de São Paulo (USP) quer agora atrair mais estudantes estrangeiros à instituição.

Com o Programa de Bolsas USP Internacional, a universidade pretende selecionar ainda este ano 60 alunos gringos que têm interesse em estudar no País.

Nesta primeira edição, serão priorizados estudantes de graduação provenientes da Europa, da América do Norte e da Ásia. Para tornar o programa atrativo, a USP vai oferecer bolsas de R$ 1,2 mil por mês, além de auxílios para pagamento de despesas de deslocamento, de instalação no País e seguro-viagem.

"É importante oferecermos aos estudantes da USP oportunidades para o desenvolvimento deles no plano internacional. Uma das formas para tanto é estabelecer um ambiente de convivência com alunos de diversos países", afirmou, em portaria, o reitor da instituição João Grandino Rodas.

Para serem selecionados, uma das exigências é que os estudantes estrangeiros devem ter concluído metade da graduação iniciada no exterior. A seleção dos alunos de fora é conduzida pela Vice-Reitoria Executiva de Relações Internacionais da USP.

Terra Educação – EUA fazem intercâmbio de capacitação para professores brasileiros

13 de julho

Mais do que capacitar professores, o Programa Líderes Internacionais em Educação (Ilep, na sigla em inglês) é considerado por docentes brasileiros um reconhecimento de seu trabalho. Para muitos, também é a chance de conhecer o exterior e poder trocar experiências com mestres de outras partes do mundo.

A iniciativa busca melhorar a experiência de professores em suas disciplinas, além de equipá-los com uma compreensão mais profunda das melhores práticas em metodologias de ensino, planejamento de aula e uso da tecnologia na educação. No entanto, antes de tudo, revela Márcia Mizuno, responsável por assuntos educacionais e culturais na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, o objetivo do projeto organizado pelo Departamento de Estado americano é dar oportunidades e mostrar que o trabalho dos professores está sendo valorizado. "O projeto é um prêmio por bom desempenho. Queremos dar um estímulo a esses profissionais", relata.

O Ilep é um intercâmbio de capacitação. Os classificados vão para os Estados Unidos estudar em universidades e, como complemento do programa, atuam em estágios, dando aulas para o ensino médio (high school). Patrícia Miranda, que participou do projeto em 2013 com outros seis brasileiros, conta que duas matérias eram comuns e exclusivas aos intercambistas: tecnologia educacional e didática educacional. O restante da carga horária era divido ao gosto do profissional, em aulas com alunos de graduação e mestrado da universidade. Patrícia escolheu matérias como retórica e discurso e criação de clima em sala de aula.

A brasileira passou cinco meses na Universidade do Arizona, entre janeiro e maio deste ano. Ela diz que, após um primeiro encontro em Washington, onde os professores participantes socializam e tem um contato inicial com a cultura americana, eles são divididos em grupos e vão para diferentes universidades espalhadas pelo país. Este ano, participaram instituições da Carolina do Sul, Ohio, Nova York e Virgínia, além do Arizona.

Cada universidade, explica Patrícia, tem suas particularidades na forma de lidar com os visitantes. Por exemplo, no Arizona, além da rotina da vida acadêmica e das aulas ministradas no estágio, os professores tinham atividades físicas e culturais diversas. A cada 15 dias, realizavam uma viagem. “Uma vez, dormimos por duas noites com uma tribo indígena no Grand Canyon”, conta Patrícia.

O grupo que foi para o Arizona tinha representantes de sete países, além do Brasil: Egito, Gana, Indonésia, Líbano, Malásia, Senegal e Uganda. Para Patrícia, foi a troca de experiências com os colegas o maior aprendizado da viagem. “Eu aprendi muito com os outros professores. Eu ouvia relatos de colegas da África que tinham até 90 alunos em uma sala de aula. Como eles faziam?”, relembra.

Os gastos no período do intercâmbio são custeados inteiramente pelo governo dos Estados Unidos e pelas universidades participantes. Os professores classificados recebem auxílio financeiro para despesas com material didático, equipamentos digitais (laptop, tablets, etc.) e até mesmo uma ajuda para casos de excesso de bagagem. Para o dia a dia, recebem um cheque equivalente a gastos médios diários de US$ 35. A moradia é fornecida pela instituição de ensino.

Para 2014, nove brasileiros estão na fase final. O atual processo seletivo, que enviará 75 professores de todo o mundo para os Estados Unidos no início de 2014, faz parte da oitava edição do Ilep, a sexta da qual o Brasil participa. Segundo Márcia Mizuno, o programa brasileiro tem algumas peculiaridades em relação ao resto do mundo: aqui, ele é voltado especificamente para a rede pública e para professores da disciplina de língua inglesa.

Para a fase final desta edição, nove brasileiros estão classificados. Eles superaram outras três etapas, que envolviam um questionário sobre as práticas e metodologias utilizadas em sala de aula, além de projetos pessoais e sociais; um teste de proficiência em inglês; e, por último, uma entrevista feita por telefone. Como não existe um número fixo de vagas para o Brasil, pode acontecer de nenhum dos nove se classificar - ou, pelo contrário, todos serem chamados. O resultado final deve ser anunciado em agosto.

“A expectativa é grande, uma das maiores da vida”, diz Wirgínia de Moura Carvalho, 36 anos, 18 deles trabalhando dentro de salas de aula. Ela diz ser gratificante a oportunidade de ir para o exterior estudar em sua área. Em sua opinião, o padrão financeiro do professor não possibilita esse tipo de experiência. “Sabemos que, dentro da realidade da nossa profissão, isso é difícil”, relata Wirgínia.

Lízia Gonçalves Fernandes, 32 anos, é outra classificada. Ela concorda com Wirgínia e também vê a chance de estudar nos Estados Unidos como gratificante, uma vez que o salário de professor não permitiria a vivência do intercâmbio por um período tão longo. É a segunda vez que Lízia tenta participar do programa; na primeira, no ano passado, ficou pelo caminho. Dessa vez, no entanto, confia que será classificada. “Os professores finalistas estão em contato, torcemos uns pelos outros”, relata Lízia.

Retorno à comunidade é valorizado. Lízia ressalta outro ponto importante do programa: o foco em “crescer e trocar”. Como o próprio Ilep ressalta, um dos objetivos é “contribuir para a melhoria do ensino nos países participantes, preparando os envolvidos para servir como professores-líderes, habilitados para aplicar e compartilhar suas experiências e conhecimentos com colegas e alunos ao voltar para casa”.

Professora em Rondônia, Patrícia já conhecia o exterior, ainda que "a Bolívia fique a apenas 40 minutos de carro de sua cidade", brinca. No entanto, foi a primeira vez nos Estados Unidos. Após a experiência, ao lado da professora Adriana Pires, de Brasília, e de outro professor da Malásia, Patrícia criou um minicurso baseado nas teorias aprendidas durante o intercâmbio. Intitulado “Mídia social como ferramenta educacional para além da sala de aula”, o projeto pretende capacitar professores para trabalharem o Facebook como uma extensão da sala de aula. O projeto deve entrar em prática no segundo semestre deste ano. Como Patrícia ressalta, iniciativas como essa são um acerto de contas com a comunidade: “Você volta com uma dívida com a cidade”. Neste caso, sua dívida será paga.

Portal DCE - CAPES disponibiliza vídeo com orientações para bolsistas do CsF

12 de julho

A CAPES está disponibilizando o vídeo do Encontro de Orientações para Bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras. Para ter acesso ao seu conteúdo, clique aqui

Portal CsF – Termina este mês o prazo de inscrições para bolsas de graduação em nove países

12 de julho

As inscrições para bolsas de graduação sanduíche pelo Programa Ciência sem Fronteiras encerram neste mês de julho. No total, são 13.480 vagas abertas para 18 áreas do conhecimento científico e tecnológico em nove países da Europa, Ásia e América do Norte.

Os países envolvidos nas chamadas são: Alemanha (com 2.000 vagas previstas); Austrália (2.250 vagas previstas); Canadá (2.188 vagas previstas); Coréia do Sul (292 vagas previstas); Estados Unidos (2.000 vagas previstas); Finlândia (300 vagas previstas); Hungria (2.300 vagas previstas); Japão (150 vagas previstas); e Reino Unido (2.000 vagas previstas). O candidato deverá escolher o país de destino, que terá um parceiro definido para cuidar de sua devida inserção no exterior.

As bolsas serão concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC). Até o mês de junho, o Programa já implementou 29.192 bolsas em todas as modalidades de Graduação, Doutorado e Pós-doutorado.

Globo News. O encerramento do prazo para bolsas do Ciência sem Fronteiras foi destaque em matéria produzida no dia 4 de julho pela Globo News. A reportagem destacou as oportunidades de bolsas vigentes oferecidas pelo Programa e depoimentos de novos e ex-bolsistas, como é o caso do estudante Lucas Lacerda Paixão que passou um ano na Austrália e retornou ao Brasil neste mês.

Para acessar a reportagem na íntegra, clique aqui.

Jornal O Globo – Embraer terá estágios para alunos do Ciência sem Fronteiras

12 de julho

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) vai oferecer vagas de estágio para estudantes do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) a partir deste ano. A parceria foi firmada no início do mês e, segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um dos responsáveis pelo CsF, terá a duração de três anos e serão ofertadas 20 vagas por ano.

Os estágios, em sua maioria para alunos da área de engenharia, terão a duração de até três meses nas unidades da empresa nos Estados Unidos, na França e em Portugal. As vagas serão ofertadas a bolsistas que já estiverem nesses países.

A Embraer fará uma seleção própria para escolher os estagiários. Os bolsistas receberão uma bolsa adicional a do CsF no valor de mil dólares mensais, no caso dos Estados Unidos, e de mil euros na França e em Portugal. A bolsa será repassada diretamente aos estudantes.

O CNPq adianta que outras parcerias serão assinadas pelo programa ainda neste ano, como é o caso da empresa de telecomunicações TIM; a Statoil ASA, companhia norueguesa de extração de gás natural e petróleo, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), entre outras.

Portal CsF – Capes orienta novos bolsistas do Ciência sem Fronteiras

10 de julho

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) promoveu nesta terça-feira, 9, o Encontro de Orientações para Bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras. O evento teve como objetivo principal passar orientações gerais sobre a viagem e a graduação-sanduíche no exterior para os novos bolsistas do programa.

A diretora de Relações Internacionais da Capes, Denise de Menezes Neddermeyer, reforçou o compromisso da agência com o sucesso da experiência dos estudantes. "Estamos 100% empenhados para promover a melhor situação aos discentes. Nosso objetivo é realizar os atendimentos aos nossos bolsistas da maneira mais individualizada possível. Realizamos um acompanhamento diário para que todos sejam contemplados", afirmou.

Denise Neddermeyer também aproveitou a cerimônia para aconselhar os novos bolsistas do programa "Há muitos impactos positivos em volta do Ciência sem Fronteiras. Este é um programa financiado pela sociedade brasileira, por isso, retornem ao máximo à sociedade o que aprenderem lá fora", recomendou.

Participaram estudantes selecionados nas chamadas para Alemanha, Áustria, China, Estados Unidos, França, Hungria, Itália, Japão, Noruega, Suécia e Portugal com reopção para os países Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Irlanda, Itália e Reino Unido. Eles seguirão para o exterior durante segundo semestre de 2013.

Expectativas. O estudante Pedro Vitor, de 20 anos, irá para Austrália realizar um ano de engenharia agronômica, curso que realiza na Universidade de Brasília (UnB). Estudante do 6º semestre, reoptante da chamada de Portugal, o aluno demonstra entusiasmo com a experiência. "Será minha primeira vez fora do país. Além de ganhar base curricular e aprender definitivamente um idioma estrangeiro, será importante ganhar certa independência, já que estive sempre muito apegado e ligado a minha cidade, Taguatinga", contou.

Situação similar é da estudante de medicina Natalia Nery. Também reoptante da chamada de Portugal, ela se encontra no 4º semestre da UnB e irá para a National University of Ireland, em Galway, na Irlanda. "Pretendo aproveitar minha primeira vez fora do Brasil para cursar de maneira mais aprofundada disciplinas de cardiologia avançada", explicou.

Terra Educação – Educação é crucial para a segurança global, diz chefe da UNESCO

10 de julho

A perigosa combinação do desemprego entre os jovens, falta de educação e ameaça de extremismo está tornando o acesso à escola em uma “questão de segurança”, disse Irina Bukova, diretora-geral da Unesco, órgão da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, de acordo com informações da BBC.

A volátil perspectiva de milhões de pessoas sem formação, jovens analfabetos em países em desenvolvimento, sob pressão por conta da crise financeira, trouxe um significado político sem precedentes para a campanha de dar a toda criança educação escolar primária, segundo Bukova.

A chefe da Unesco deu essas declarações antes do discurso na ONU da menina paquistanesa Malala Yousafzai, que irá pedir nos próximos dias pelo direito de frequentar uma escola para todas as crianças do mundo. Yousafzai, 15 anos, foi atacada pelos talibãs de seu país por defender seu direito à educação.

Meta distante. Em 2000, com a proximidade de um novo milênio, líderes mundiais comprometeram-se a garantir educação primária universal até 2015 – nenhuma criança iria ficar sem educação básica. Após um surto inicial, o progresso estagnou e a meta agora parece improvável de ser alcançada nos próximos 18 meses. “Em 2015, é impossível”, disse a búlgara que dirige a Unesco.

No entanto, Irina Bukova disse que ao invés de ser uma causa de pessimismo, a busca pelo objetivo trouxe “grande progresso”. Havia 108 milhões de crianças fora da escola quando o compromisso foi feito – as figuras mais recentes apontam que este número caiu para 57 milhões.

“Se as estratégias certas estão em vigor, e você coloca sua cabeça onde está o seu coração, então as coisas podem melhorar. No Afeganistão, em 2000, apenas 4% das meninas estavam na escola, e hoje há mais de 70%”, disse a líder.

Outro importante resultado positivo foi o reconhecimento da importância em medir a qualidade da educação, ao invés de simplesmente contar o número de crianças em uma sala de aula – entre as descobertas mais preocupantes foi a constatação de que, apesar de anos na escola, as crianças permanecem analfabetas funcionais.

A Unesco está planejando criar uma nova medida global para avaliar o que de fato está sendo aprendido nas escolas primárias pelo mundo. “Isso dará um entendimento global sobre o que significa qualidade de educação”, afirmou Bukova.

Ainda é incerto se haverá novos objetivos após 2015, mas qualquer coisa que seja proposto deverá lidar mais com a qualidade educacional do que simplesmente com o volume e número absoluto de crianças na escola.

Educação é chave para estabilidade política e econômica. Irina Bukova disse que a crise financeira mundial foi um grande golpe sobre a meta de atingir educação primária universal. Países doadores recuaram e deixaram uma “lacuna preocupante” na arrecadação de recursos.

Apesar disso, a chefe da Unesco afirmou que a crise financeira deu à educação uma importância política “paradoxal”, uma vez que o desemprego entre os jovens é uma grande ameaça em muitos países, e a educação e formação são vistos como elementos fundamentais para reverter o quadro.

“Educação agora está se tornando em alguns casos uma questão de segurança”, disse a búlgara, dando como exemplo países como Afeganistão, Iraque e a região do Oriente Médio, onde há grande pressão para providenciar educação para promover estabilidade e democracia e evitar o extremismo.

O mesmo vale para países emergentes. “No Brasil, o governo reconhece que o sistema educacional é um dos maiores desafios” em seu caminho para uma economia competitiva e inclusão social, de acordo com a chefe da Unesco, que acrescenta que economia e estabilidade política estão intrinsecamente ligadas à melhoria da educação.

Correio Braziliense - UnB promove 1ª Semana da Internacionalização

08 de julho

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília (UnB), e o Decanato de Assunstos Internacionais (INT) vão promover a primeira Semana de Internacionalização da instituição. O evento, que começou hoje, leva até os câmpus do Gama e Darcy Ribeiro, na Asa Norte, debates e atividades que buscam alavancar as relações da universidade com instituições estrangeiras.

Para isso, ao longo dos cinco dias de programação, até sexta-feira (12), professores e representantes de instituições de ensino conversarão com os alunos da UnB, explicando programas, apresentando oportunidades e esclarecendo dúvidas. Estão previstas palestras específicas para cada área de conhecimento - como humanidades, exatas, saúde. Além disso, o encontro vai apresentar panorama geral sobre a vivência acadêmica no exterior, assim como duas palestras sobre o programa de intercâmbio Ciência sem Fronteiras (CsF), do governo federal.

Segundo Nikolas Powidayko, coordenador do Dce, a ideia surgiu de uma demanda antiga dos estudantes, que sempre procuraram informações mais sólidas sobre o assunto. “Já no ano passado trouxemos algumas atividades do tipo para dentro da universidade e o feedback foi bastante positivo. Com o interesse por intercâmbio cada vez maior, a Semana da Internacionalização traz um debate pertinente para a nossa comunidade”, afirma.

Entre os estudantes o projeto é bem recebido. Thaisa Galvão, que vai estudar por um semestre na Espanha a partir de setembro, conta que enfrentou dificuldades durante seu processo de aplicação para os programas de intercâmbio oferecidos pela UnB. A estudante explica que, tanto no CsF quanto no edital interno da UnB, as informações eram desencontradas. “Estou indo para a Europa dentro de alguns meses, mas muitas coisas ainda são uma incógnita para mim. Acredito que programações como essas ajudam os alunos a se guiarem melhor”, opina.

De acordo com Leonardo de Souza, do Decanato de Assuntos Internacionais, aproximadamente 120 estudantes da UnB são contemplados, semestralmente, com bolsas em universidades estrangeiras. Espanha e França aparecem no topo da lista, entre os principais destinos.

Agende-se: I Semana de Internacionalização da UnB

Terça 09/07 12h: Roda de discussão "Vivência Internacional" (IPOL/IREL) 13h: Show da banda Blended 328 (ceubinho) 16h: Palestra "Evolução da Defesa da Concorrência no Brasil" com a dra. Ana Paula Martinez (IPOL/IREL) 18h: Palestra "China e o Atlântico Sul" com a profa. Adriana Abdenur (IPOL/IREL)
Quarta 10/07 12h: Palestra Ciência Sem Fronteiras (FGA)

18h: Palestra Ciência Sem Fronteiras (FT)
12h: Palestra "Oportunidades no Exterior: área Ciências Sociais" (IPOL/IREL) 12h: Palestra "Oportunidades no Exterior: área Ciências Naturais e da Terra" (auditório 4 do IB) 12h: Palestra "Oportunidades no Exterior: área Artes e Humanidades" (anf. 12)
Quinta 11/07 12h: Palestra "Oportunidades no Exterior: área Exatas e Tecnologia" (auditório do ENC/FT) 12h: Palestra "Oportunidades no Exterior: área Ciências da Saúde" (auditório 4 do IB) 18h: Palestra Fundação Estudar (IPOL/IREL)
Sexta 12/07 13h a 20h: Feira de Internacionalização (Ceubinho) 22h: Happy Hour das Nações (estacionamento do CC)

Obs.: os locais das palestras de oportunidades no exterior áreas Ciências Naturais e da Terra, e de Ciências da Saúde estão a confirmar.

Portal CsF – Hyundai Motor Group recebe estudantes do Ciência sem Fronteiras para estágio na Coréia do Sul

08 de julho

A Hyundai Motor Group promoveu no mês de junho a abertura do 3º programa de estágios para estudantes do programa Ciência sem Fronteiras. A cerimônia de boas vindas foi realizada na sede da empresa em Seul, Coréia do Sul.

A empresa recrutou 58 estudantes que serão divididos entre sete subsidiárias do conglomerado automotivo: Hyundai Motor Company (19 estudantes), Mobis (10 estudantes), Rotem (8 estudantes), Engineering & Construction (6 estudantes), Hyundai Steel (9 estudantes), Glovis (4 estudantes) e Hysco (2 estudantes).

Os estudantes foram recepcionados pelo vice-presidente do grupo, Ken Lee. Em seu discurso de boas-vindas, Ken Lee destacou o comprometimento da Hyundai Motor Group em apoiar o Ciência sem Fronteiras com oportunidades de estágio, além de ser uma das financiadoras do Programa. “Após os estudos na Coréia, vocês possuem a chance de realizar um sonho para o Brasil. Eu espero que vocês ingressem na Hyundai Motor Brasil e que este estágio seja um importante primeiro passo em suas carreiras”, concluiu o vice- presidente.

Portal CsF – Novas empresas japonesas aceitam estudantes do programa Ciência sem Fronteiras como estagiários

05 de julho

Mais três empresas japonesas se habilitaram a receber, como estagiários, bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) do governo federal brasileiro: Toshiba, Toyo Engineering e Oji Holdings. Além delas, outras três já tinham se habilitado a receber os bolsistas: Sony, Mitsui e Panasonic. Para se candidatar às vagas de estágio, o estudante interessado deverá entrar em contato com o encarregado na empresa ou na universidade.

Mais informações na Embaixada do Japão no Brasil, pelo telefone (61) 3442-4200. Em japonês, falar com Sr. Yukinori Takada, por telefone ou pelo e-mail yukinori.takada@mofa.go.jp. Em japonês ou português, falar com Sr. Jimmy Yamamura, por telefone ou pelo e-mail jimmy.yamamura@bs.mofa.go.jp.

Portal UOL – Royalties da União darão R$42 bilhões para a educação em 10 anos

05 de julho

A partir de 2014, a educação terá uma fonte adicional de recursos da ordem de R$ 2 bilhões ao ano, além de um montante estimado em R$ 42 bilhões ao longo da próxima década.

Esse é o cálculo inicial feito pelo governo federal a partir de projeto, aprovado nesta semana no Senado Federal, que trata da distribuição dos royalties do petróleo para educação e saúde. O primeiro valor leva em consideração a produção de 332 mil barris de petróleo por dia em campos de pré-sal já em exploração.

De acordo com texto aprovado pela Casa, 50% desse recurso devem ir diretamente para educação. A outra metade deve ser mantida no fundo social, espécie de poupança dos recursos da exploração do petróleo.

Já o valor previsto para os próximos dez anos se refere a 75% do montante arrecadado com royalties e participação especial da União em contratos firmados a partir de 3 de dezembro do ano passado, sob os regimes de concessão e de partilha de produção de petróleo. Os outros 25% (R$14 bilhões) iriam para a saúde.

Com as mudanças feitas pelos senadores, não há vinculação da receita de Estados e municípios com os royalties e participação especial. "Não podemos invadir a competência [dos demais entes da federação]", argumentou Eduardo Braga (PMDB-AM), líder do governo no Senado Federal.

O texto aprovado anteriormente na Câmara não só determinava o percentual desses recursos de Estados e municípios que iriam para saúde e educação, como permitia que contratos anteriores a 3 de dezembro de 2012 fossem atingidos pela nova regra.

Para Braga, o texto aprovado na Câmara provocaria reações na Justiça. "Isso empurraria mais uma vez os recursos dos royalties e participação especial a uma judicialização no Supremo Tribunal Federal, já manifestada por Rio de Janeiro e Espírito Santo, preponderantemente", disse o senador nesta sexta-feira (5).

Braga negou que a intenção do governo tenha sido de reduzir os recursos para a educação e questionou valores divulgados sobre a redução do montante para o setor com as alterações feitas. Nota técnica da Câmara dos Deputados aponta que o texto aprovado na Casa destinaria em uma década R$ 209,31 bilhões para educação. O texto que agora retorna para os deputados passaria a destinar R$ 97,48 bilhões.

"Estamos falando de expectativas. Não podemos criar valores mirabolantes", disse o senador. Entidades ligadas à educação, no entanto, criticaram as mudanças. Para a "Campanha Nacional pelo Direito à Educação", o texto aprovado pelos senadores é "demasiadamente tímido".

Fundo Social. O Senado modificou ainda trecho do projeto que tratava do fundo social. Texto aprovado na Câmara destinava 50% do fundo para educação. Mas foi estabelecido um gatilho para o uso desses recursos: eles seriam destinados à educação até o país conseguir alcançar a meta estabelecida no Plano Nacional de Educação, que é de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) para o setor em cinco anos e 10% até o final da década. O PNE ainda está em discussão no Senado.

"Isso comprometeria a estabilidade que o fundo social traz para a economia, e para as futuras gerações. Quando o petróleo acabar, o fundo permanece e os rendimentos continuarão financiando políticas públicas", disse Braga.

O texto do Senado afirma que irão para educação e saúde 50% do rendimento do fundo, e não mais sua totalidade. Dessa parcela, 75% irá para educação e 25% para saúde.

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins, argumentou que ainda que todos os atuais contratos fossem destinados para a educação, a meta de 10% do PIB não seria alcançada. "Ia estar muito longe disso [10% do PIB]", disse.

"Royalties sozinho não cobre [a meta]. Se não estabelecermos objetivos e uma nova prioridade para o orçamento, é óbvio que não poderá se alcançar os 10%", disse Braga.

Correio Braziliense – Acordo entre Brasil e Estados Ibero-Americanos a favor da educação

04 de julho

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou, na quarta-feira (3), acordo entre Brasil e a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura, assinado em setembro de 2011.

A proposta foi apresentada na forma da Mensagem 85/13, do Poder Executivo, e prevê:

  • oferta de serviços de consultoria para assessorar e prestar cooperação ao governo ou por intermédio desse;
  • organização de seminários, programas de capacitação ou treinamento, grupos de trabalho nos locais que forem escolhidos pelas partes;
  • preparar e executar projetos de cooperação técnica e pesquisas em assuntos de interesse mútuo;
  • avaliar e orientar a implantação de processos, experiências ou sistemas inovadores vinculados às modalidades de cooperação;
  • organizar e realizar ações técnicas para promover a efetiva transferência de conhecimentos, competências e habilidades às instituições beneficiárias das modalidades de cooperação; e
  • prestar outras formas de cooperação técnica que venham a ser acordadas.

O relator na comissão, deputado Marco Maia (PT-RS), defendeu a aprovação da proposta argumentando que a colaboração “encontra guarida nos preceitos de Direito Internacional Público aplicáveis ao caso, incentivadores da criação de instrumentos de colaboração entre os povos e de uma efetiva cultura de cooperação e paz”.

Tramitação. A proposta será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ir ao Plenário.

Portal CsF - Encontro orientará novos bolsistas do Ciência sem Fronteiras

04 de julho

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) promove na próxima terça-feira, 9, a partir das 14h o Encontro de Orientações para Bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras. O evento, que ocorrerá no auditório da CAPES, em Brasília, tem como objetivo principal passar orientações gerais sobre a viagem e a graduação-sanduíche no exterior para os novos bolsistas do programa.

Estão convidados a participar os estudantes selecionados nas chamadas para Alemanha, Áustria, China, Estados Unidos, França, Hungria, Itália, Japão, Noruega, Suécia e Portugal com reopção para os países Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Irlanda, Itália e Reino Unido. Eles seguirão para o exterior durante segundo semestre de 2013.

O evento será transmitido também pela internet, via site do Ciência sem Fronteiras. Acesse o link para realizar as inscrições.

Correio Braziliense – Jovens do ensino público participam de imersão na cultura norte-americana

03 de julho

Mais de 130 estudantes de escolas públicas de todo Brasil vieram à capital federal para conhecer a cultura norte-americana. Eles foram semi-finalistas do programa Jovens Embaixadores de 2013, promovido pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, e selecionados para integrar a 8ª edição do projeto English Immersion USA (Programa de imersão em Inglês) em parceria com a Casa Thomas Jefferson. Os jovens chegaram no último domingo (30/6) e ficam na cidade até o próximo domingo (7).

Segundo a assessora para assuntos de educação e cultura da embaixada, Marcia Mizuno, a cada ano o projeto tem um tema diferente. “Para esta edição escolhemos “música” como eixo central da experiência. Os alunos vão conhecer os Estados Unidos através das diferentes décadas e estilos musicais correspondentes. Também haverá o estudo da história e do contexto de cada época”, explica.

Para facilitar as dinâmicas e o aprendizado, os estudantes foram divididos em sete turmas. Cada grupo ficou responsável por um período distinto, iniciando pelos primeiros anos do século 20 até a atualidade. As atividades vão culminar com uma apresentação, na próxima sexta-feira (5/7), em que os alunos vão mostrar o que aprenderam de forma livre, com dança, música e vídeo.

Turistas na capital. Além de aulas sobre culinária, dança, história e geografia norte-americana, durante a semana que ficarão em Brasília, os estudantes terão a oportunidade de visitar pontos importantes da capital, como o Congresso Nacional e a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida. Na programação, há também sessões de cinema e refeições em restaurantes que servem pratos norte-americanos.

A única língua que pode ser falada durante todo o projeto é o inglês, o que gerou algumas situações engraçadas. De acordo com Mathias Aguiar, 17 anos, do Maranhão, uma delas ocorreu em uma pizzaria. “Nós fomos comer uma pizza e o garçom perguntou o que nós queríamos e a resposta acabou saindo em inglês. Ele nos olhou como se não entendesse nada”, conta.

Esforço recompensado. Para a aluna Samara Muniz, 16 anos, do Distrito Federal, a experiência ultrapassa a cultura norte-americana. “Aqui nós temos contato com pessoas de todo o país, estamos conhecendo um pedaço de cada estado brasileiro. O melhor disso tudo são os sotaques diferentes que a gente acaba aprendendo”, relata.

A professora da Casa Thomas Jefferson, Alba Cobra, uma das coordenadoras da iniciativa, sente-se recompensada por integrar o projeto. “Tem alunos aqui que nunca foram a um cinema. Fico bastante feliz com a realização de todos eles, todos merecem estar aqui, já que lutaram e ultrapassaram barreiras para chegar em Brasília.”

No total, 132 alunos estão aprofundando seus conhecimentos sobre a cultura norte-americana. Dos 170 finalistas do programa Jovens Embaixadores, apenas 36 foram escolhidos para ir aos Estados Unidos e 134 receberam o convite para a imersão, mas dois não conseguiram participar. Todas as despesas dos alunos são cobertas pela embaixada norte-americana, desde os translados ao aeroporto até as refeições e hospedagem.

Portal DCE - USP disponibiliza biblioteca digital sobre o Brasil

01 de julho

Desde 2009, está no ar a Brasiliana USP, que reúne parte do acervo bibliográfico e documental da Universidade de São Paulo sobre assuntos brasileiros. Tal acervo pode ser encontrado no site www.brasiliana.usp.br.

Contando com obras em diversos idiomas, o projeto tem como meta oferecer para a pesquisa livros, periódicos, gravuras, mapas e manuscritos sobre o Brasil, sendo a maior Brasiliana custodiada por uma instituição de ensino em escala mundial.

Neste ano, com o apoio do BNDES, a Brasiliana USP estabeleceu um laboratório de digitalização, com scanners robóticos, sistemas de digitalização e um conjunto de servidores que permitem atender à demanda computacional exigida para a criação de repositórios e metabuscadores para o acervo.

Isso permitiu o início do processo de digitalização dos livros da Biblioteca Mindlin, acervo de mais de 40 mil volumes que faziam parte da coleção de José Mindlin e foram doados à USP em 2006. Tornar a coleção pública era um dos sonhos do bibliófilo brasileiro, que tinha o que era considerado a maior e mais importante biblioteca particular do Brasil.